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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Turistei por Buenos Aires (Argentina) - 10 lugares para comer em Buenos Aires - Trip #31

Oi gente!  Em nossa passagem pela Argentina, fizemos um tour gastronômico também, incluindo casas de massas, restaurantes para comer "parrillas" (o famoso churrasco argentino), passamos por cafés, shows com jantares inclusos, fast foods, comida japonesa, provamos diversos vinhos e cervejas  artesanais argentinas, comemos alfajors e os deliciosos dulces de leche. Vamos listar aqui alguns lugares onde comemos com comentários sobre o que gostamos e o que não foi tão bom de cada lugar.


01) Segafredo Zanetti Argentina



O Segafredo Zanetti foi o primeiro lugar que fomos comer depois que deixamos as malas no hotel. Fica de frente para a entrada das famosas Galerias Pacífico na Calle Florida. Só ai caiu a ficha que poderíamos tomar vinhos e mais vinhos, que não tinha hora pra voltar pra casa, sem preocupação com crianças, sem lei seca pois ninguém ia dirigir. Que dava pra voltar a pé pra casa e que estávamos em outro país, livres pra curtir as férias. Só alegria! E o melhor, com nossa moeda bem valorizada. 


Segafredo Zanetti. Foto do garçom Manuel

Esse restaurante existe em vários países. Fomos umas cinco vezes no local. Duas vezes ficamos na calçada ouvindo música ao vivo e nas outras três, ficamos num primeiro andar, onde fizemos muita bagunça assistindo os jogos do Brasil da copa do mundo de 2018. Ai conhecemos vários brasileiros de todos os lugares. O atendimento foi nota 10 em todas as vezes, principalmente do garçon Manuel, um venezuelano muito simpático. A comida é saborosa, nada diferente do habitual, o preço é razoável. Em alguns jogos, ficamos na caipirinha/caipirosca maravilhosa com vodca absolut, e ainda arriscamos outros drinks como a marguerita, que não gostamos muito por ser muito forte. 

02) La Posada 1820

Depois de uma manhã batendo perna atrás de habilitar um chip com internet, resolvemos almoçar por ali mesmo, perto da Calle Florida, no micro-centro portenho. Queríamos experimentar a famosa picanha argentina e um bom churrasco. O restaurante La Posada, fica entre a Rua Tucumán e a Rua San Martin, próximo às casas de câmbio. É um casarão colonial que começou como hospedaria em 1820 para os patriotas que lutavam pela independência do pais. O restaurante tem três salões e grandes janelas, que permite ao cliente observar o colorido movimento das ruas. O atendimento é ótimo e a capacidade é para 200 pessoas. Um fato cultural nos restaurantes da Argentina é que eles sempre servem. gratuitamente de entrada, uma cesta com pãezinhos, às vezes acompanhados de patês ou queijos cremosos. 

 


 A carne é a figura central do cardápio. Entre os diferentes tipos de carne destaca-se o tradicional Bife de Chorizo (Contra Filé) que é servido em dois tamanhos: 250 ou 400 gramas. Outros cortes como filé mignon, costela, fraldinha, matambre, linguiça, “entraña” (Diafragma do boi), brochete (espetinho) e o cordeiro patagônico também são encontrados no cardápio, que inclui ainda as carnes da grelha, outros pratos da cozinha tradicionais, massas, frangos e peixe. Todos os pratos são muito bem servidos. Thiago escolheu o bife de chorizo e eu o polo (frango). 

03) Café Tortoni


Já contamos NESSA POSTAGEM AQUI sobre nossa experiência no Café Tortoni, incluindo um show de tango.  O Café Tortoni é um lugar tradicional de difusão cultural e turístico por excelência, fundado em 1858, funcionando na Avenida de Mayo desde 1880, no bairro Montserrat. O lugar era frequentado por pintores, escritores, jornalistas e músicos, incluindo o emblemático Carlos Gardel.

O lugar tem 3 espaços: A sala Eladia Blasquez, com capacidade para 45 pessoas. É a sala onde antigamente ficavam as mesas de bilhar e salões para jogar dominó. A segunda sala é a La Bodega que desde 1920 apresenta uma intensa atividade cultural no subsolo do café, com capacidade para 80 pessoas. A terceira sala é Alphosina Storni que é projetada para vozes, instrumentos e coreografias, para receber diferentes artistas de jazz e de tango. A sala tem capacidade para 55 pessoas e conta com palco, piano, iluminação e sistema de áudio. Das três salas só não conhecemos a "La bodega". É o café aberto mais antigo de Buenos Aires. 




O cardápio é longo e variado, incluindo tábuas de carnes, bifes de chorizo, saladas, lomos gratinados, cafés da manhã, cafés frios especiais, sanduíches, bolos e tábuas de queijo. Nós escolhemos chocolates com churros e provamos os famosos alfajores argentinos para começar, enquanto aguardávamos o salão abrir, para os clientes assistirem o show de tango. Os preços do menu são relativamente caros, mas vale a pena. No cardápio, tem também o "leche merengada" (da canção de Maria Elena Walsh) onde os clientes podem pedir, o mesmo sorvete de leite, há mais de um século. No show de tango não jantamos, experimentamos a conhecida cerveja Quilmes que veio acompanhada de amendoins. 


04) Don Ernesto


Encontramos o  Restaurante Don Ernesto por acaso, depois de nossa longa caminhada pela Feira de San Telmo (que só acontece aos domingos). O restaurante tem dois pisos, estava lotadíssimo, mas encontramos um lugar na parte superior, de onde dava pra ver todo o restaurante. Umas das coisas legais por lá, é que você pode escrever nas paredes ou em qualquer outro lugar para deixar seu recado, seu nome, de onde veio ou o que quiser. Para isso tem que pedir um "bolígrafo" ao garçom. 





Fomos atendidos por uma garçonete, pedimos um vinho e uma salada para começar. Logo depois, chegaram umas dez pessoas na mesa ao lado que faziam muito barulho. A comida demorou bastante a sair e apesar de um delicioso bife de chorizo mariposa com papas fritas, o atendimento foi péssimo. A garçonete estava impaciente e demorava muito a trazer qualquer coisa, uma pimenta, um guardanapo. E ainda ficava nos apressando a comer pois tinha filas do lado de fora. Lemos outros depoimentos de pessoas que gostaram muito de lá. Talvez em outro dia, sem o ambiente estar lotado seja melhor. O ambiente é agradável, a comida e os preços também, mas não vá num dia de domingo lotado!

foto de divulgação


05) Parrilla El Gaucho de Lavalle

Se você procura um boa relação custo x benefício, a Parrilla El Gaucho de Lavalle é uma ótima opção. Fica no Microcentro na Calle Lavalle, 870. Começamos provando um vinho Malbec, o Alaris, pra aquecer do frio de 8 graus. E claro, já estávamos íntimos das parrillas al carbon & leña.  O prato preferido de Thiago por estes dias era sempre o bife de chorizo, uma alcatra magra, macia e farta. Se você pedisse a parrilla, o prato vinha sortido com carne, polo (frango) e linguiça.  Pedimos desta vez uma parrilla completa.


Nós tínhamos anotado, antes de viajar, os nomes das coisas que não deveríamos provar e o motivo. Mas na hora da fome, ninguém perguntou o nome de nada. Então, vimos entre as carnes uma linguiça muito queimada, totalmente queimada. Achei estranho, mas deveria ser gostoso, já que churrasco é a especialidade deles. Cortamos a linguiça e estava muito mole por dentro. Provamos e o gosto era horrível. Só aí, perguntamos o nome daquilo ao garçom e ele respondeu que era a "Morcilla". Justamente o nome do que não deveríamos comer. Era uma linguiça de sangue. Se você não gosta de tomar um sangue quente enrolado, nunca peça Morcilla. Tirando nossa ignorância em pedir este prato, o resto foi tudo bom. As morcillas estão em todas as churrascarias da cidade. Pedi pra tirar o prato rapidamente. Não tirei foto, rs;




06) Il Gato Tratorias 


Depois do nosso tour de  parrillas e alguns fast foods pelo caminho (Mc Donalds, Subway e Starbucks), passamos pela comida chinesa do Jardim Japonês e escolhemos jantar numa casa de massas. Escolhemos o Il Gato Tratorias, na Av. Corrientes, próximo ao Obelisco. O ambiente é fechado, muito elegante, sofisticado. Pedimos o vinho da casa Il Tratoria para começar. Cada um pediu uma pasta. 



O serviço de garçom não vem discriminado na conta, geralmente eles chamam os 10% de propina pelas "Cubiertas" (talheres). Se você quiser deixar a gorjeta, fale a palavra propina. Em muitos locais eles entendem alguns termos em português, mas não custa aprender como se fala em espanhol outras palavras que podem ser importantes: almuerzo (almoço), cena (jantar), tapas (aperitivos), postres (sobremesa), cuenta (conta), botella (garrafa). Se você quiser dividir um prato com outra pessoa, diga que é para compartir. E cuidado com os falsos cognatos: taza é xícara, vaso é copo e copa significa taça.


07) Hard Rock Café Buenos Aires

Para os amantes do rock, sugerimos o Hard Rock Café. que é um restaurante muito famoso com várias unidades espalhadas pelo mundo, mas com nenhuma filial no Brasil. Existem duas filiais na capital argentina, a mais famosa é no bairro da Recoleta que existe desde 1995. A unidade fica dentro do Shopping Buenos Aires Design, onde ocupa dois andares. A entrada é pelo andar inferior e você precisa subir uma escada vermelha em espiral para chegar ao restaurante. A loja fica no andar de baixo.  Fomos a pé desde o Cemitério da Recoleta. 


O ambiente é todo decorado com fotos de ícones do rock, cartazes de shows famosos, guitarras de artistas conhecidos e miniaturas de instrumentos musicais. Na unidade da Recoleta você encontra uma guitarra Fflying V usada bela banda Megadeth em Buenos Aires em 1997, um terno usado pelo Paul McCartney no filme “A hard days night”, uma bota usada pelo Michael Jackson, uma foto assinada pelo Phil Collins, a bateria que a banda argentina Soda Stereo usou no acústico da MTV, além de otras cositas más.


Nós fomos num fim de tarde durante a semana, então não estava lotado. Mas, nos finais de semana há uma fila de espera para a mesa. O local é bem agitado, então, se você procura por calmaria não vá para lá. No Hard Rock Café está sempre rolando músicas playback, muitas vezes tem apresentações ao vivo, e durante a semana grupos de amigos frequentam o bar para fazer um happy hour. Nosso amigo músico Alexandre Melo, deu até uma canja lá quando visitou o local. 


O cardápio foge totalmente à comida tradicional dos restaurantes argentinos. O atendimento dos garçons é lento, vá com paciência. Mesmo se o rock não é seu estilo musical favorito, vale a pena a visita. O cardápio oferece opções de lanches com carne de porco defumada, hambúrgueres bem grandes servidos no pão caseiro torrado, sanduíches com batatas fritas, sobremesas refrescantes, shakes, cafés, nachos e opções especialmente elaboradas para crianças com idade até 10 anos, além de saladas com sete opções de molhos caseiros. Nós tomamos também um café capuchino com teor alcoólico, bem diferente, não lembro o nome da bebida.


08) Vodevil

Nos encontramos com um grupo de brasileiros de diversos estados que conhecemos nos jogos do Brasil da copa do mundo. Eles eram estudantes de mestrado e sempre vinham várias vezes ao ano. Nos levaram para conhecer o Vodevil, um bar no microcentro, na Av Corrientes, dentro do Passeo la Plaza. O lugar tem dois ambientes. Ficamos na parte superior de onde dava para ver todo o bar. 


O local é um pub com música ao vivo e que tem cervejas artesanais. Pelo frio de 9 graus, decidimos ficar no vinho mesmo.  Pela sugestão do garçom, escolhemos um Malbec, San Felipe. No dia em que fomos não teve música ao vivo. O atendimento era muito bom, o garçom atencioso. A especialidade da cozinha é espanhola e argentina. Sempre que pedíamos um prato qualquer, vinha uma espécie de miniatura, mas quando alguém pedia algo, vinha em tamanho GG, vai entender? Tamanhos á parte, pedimos algumas tapas (aperitivos) gourmets bem interessantes, bonitos e deliciosos. 




09) Covo Birreria




Nossos amigos de Manaus nos levaram pra conhecer a Covo Birreria, um pub e micro cervejaria, na Calle Montevideo, 382, no microcentro. Pudemos fazer degustação gratuita de inúmeras cervejas artesanais/ chopps de sabores que nunca imaginei que podiam existir. Escolhi um chopp de café. A casa possui excelentes lanches e petiscos variados. O sistema é de auto atendimento: compra-se as fichas no caixa e depois os pedidos são feitos no balcão. Quando você pede uma cerveja com um lanche, vai para a mesa com a cerveja e na hora em que ficar pronto o lanche, o garçom leva até você. O ambiente tem um bom astral. 





10)  Catulo Tango

Já contamos NESSA POSTAGEM AQUI sobre nossa experiência de jantar e show de Tango no Catulo Tango no bairro Abasto, então vamos nos deter apenas a parte gastronômica do jantar. O jantar, incluso no pacote com o show, dá direito a um prato de entrada, um prato principal, uma sobremesa e bebidas à vontade. Sempre, em qualquer restaurante na Argentina, eles servem um antepasto com pãezinhos, para aguardar, enquanto a comida chega. No Catulo Tango também são servidas as tradicionais empadas argentinas.

De entrada era possível escolher entre 1) crepe de ricota e espinafre com molho de rosas (minha escolha) ou 2) jamón crudo (presunto cru) e queijo com salada russa. O prato principal tinha opções de 1) Bife de chouriço a malbec com mil folhas de batata (escolha de Thiago); 2) Sorrentino de jamón e muzzarela com creme de alho poró, cogumelos da floresta e tomatitos quentes de cereja; 3) molho de frango com champignones e batatas noisette (minha escolha) e 4) tagliatelle ao pomodoro. As opções de sobremesa eram 1) brownie com sorvete e frutas vermelhas (escolha de Thiago) ; 2) creme brulee; 3) salada de frutas com sorvete (minha escolha) e 4) chez e doce. Com aviso prévio, a casa tem menu para vegetarianos e celíacos.




Tanto o jantar quanto as bebidas, tem que ser servidos até a hora do show começar. Como chegamos um pouco atrasados da hora que começaram a servir o jantar, as garçonetes nos apressaram um pouco para comer. Depois que as luzes se apagam e o show começa, o serviço dos garçons para de funcionar. Entre as bebidas, foram serviços água, refrigerante, cerveja e uma garrafa de vinho por pessoa. Você escolhe entre vinho branco e tinto, apenas. Os garçons pedem gorjeta ao final. Esses foram alguns dos lugares em que comemos em Buenos Aires e indicamos. Esperamos que ajudem a fazer suas escolhas na sua viagem! 




Informações Complementares:

https://brasileirosporbuenosaires.com.br/la-posada-de-1820-ambiente-colonial/



https://www.meusroteirosdeviagem.com/restaurantes-em-buenos-aires/

https://airesbuenosblog.com/hard-rock-cafe-buenos-aires/

https://www.brasileirosnargentina.com.br/restaurantes-buenos-aires/hard-rock-cafe

domingo, 2 de junho de 2019

Turistei por Buenos Aires (Argentina) - Cemitério da Recoleta - Trip #28

Oi gente!

No Brasil, não pensamos em visitas a cemitérios como pontos turísticos, soa estranho e mórbido para muita gente. Mas em diversos países,  os cemitérios são vistos como verdadeiros museus. É o caso do Cemitério da Recoleta, na capital Buenos Aires, na Argentina, que visitamos em julho de 2018. O Cemitério da Recoleta é considerado um museu por dois motivos. Um deles é o grande número de obras de arte encontradas lá, decorando os imponentes mausoléus e abóbodas presentes. A outra razão é porque, no cemitério estão os restos mortais de personalidades famosas da política, cultura, arte e ciência. 


História

O Cemitério está localizado no bairro da Recoleta e deve seu nome ao convento dos monges recoletos que ali se encontrava, ao qual também pertencia a vizinha Basílica de Nuestra Señora del Pilar. O cemitério foi construído na antiga horta dos monges. Além disso, merece uma visita por seu valor arquitetônico, pois é uma amostra dos tempos em que o país era uma potência econômica emergente e as principais famílias da Cidade disputavam por construir panteões esplendorosos.



Muitas das abóbadas e mausoléus são obras de importantes arquitetos e estão adornados com mármores e esculturas.  Mais de 90 abóbadas foram declaradas Monumento Histórico Nacional. Foi construído em 1822 como o primeiro cemitério público da Cidade e seu traçado é obra do engenheiro francês Próspero Catelin. No final do século XIX, quando as famílias mais abastadas começaram a se mudar para esta zona da Cidade, passou a ser a necrópole preferida delas. As abóbadas são na maior parte das famílias aristocráticas do país. As sepulturas são de propriedade de cada família e cada proprietário deve pagar uma taxa mensal de administração.


Mapa para chegar a tumba de Eva Perón


O cemitério da Recoleta, assim como o bairro, é bastante caro e reservado às pessoas que possuem boas condições financeiras, portanto, não se trata de um lugar simples, pelo contrário. O metro quadrado mais caro da cidade, está localizado dentro do Cemitério, tanto que a fama do local se iniciou justamente por conta das lápides luxuosas. Para se ter ideia, um túmulo chega a custar US$ 75 mil dólares.  Atualmente, novos sepultamentos não são mais feitos, ocorrendo somente a manutenção dos jazigos existentes. 

Recentemente, o Governo da Cidade realizou uma restauração da entrada para recuperar seu design e características originais. Dentre as personalidades enterradas no Cemitério do Recoleta figuram líderes políticos, presidentes da Nação, escritores, Prêmios Nobel, esportistas, empresários, heróis da Independência, militares, cientistas e artistas.

Visitas ao Cemitério da Recoleta

Túmulo de Eva Peron


O passeio não é para todo tipo de público. Como muita gente diz, temos é que ter medo dos vivos, não dos mortos. Se você também concorda com isso, o passeio é indicado para você,  além de ser indicado para quem gosta de esculturas.  Esteja ciente que você vai caminhar por vielas cercadas de caixões expostos pois nem todos são enterrados, alguns ficam em gavetas abertas. Algo que pode deixar seu tour mais interessante é conhecer um pouco a história até mesmo surreais das pessoas que estão sepultadas por lá (para que seu passeio não seja apenas “andar e ver túmulos”), além das catacumbas de figuras públicas.

O lugar é tão famoso e tem tantos detalhes e histórias a serem contadas que pode ser conhecido através de um passeio guiado oferecido pelo próprio cemitério. A visita guiada dá muito mais sentido ao passeio e permite conhecer um pouco mais da arquitetura dos túmulos e entender porquê um cemitério pode ser considerado uma atração turística. As visitas são gratuitas, com duração de uma hora.



Muitas celebridades, personalidades e protagonistas da história argentina estão sepultadas lá, incluindo Evita Perón, muito querida pelos argentinos, onde sempre há flores deixadas por seus admiradores. O túmulo dela é um dos mais visitados no cemitério da capital portenha.


Infelizmente, a maioria dos turistas acaba indo lá basicamente para visitar a tumba da Evita, o que é um erro, pois além de ser bem mais simples que as outras, existem muitas histórias interessantes sobre outras pessoas. Antes de viajar para a Argentina, pesquisamos sobre essas histórias surreais  e conseguimos encontrar as tumbas de algumas delas. 

1. Rufina Cambaceres, a jovem que morreu duas vezes.

Em uma das esquinas do cemitério da Recoleta está uma das tumbas mais belas, a de Rufina, filha do escritor Eugenio Cambaceres. Diz a história que na noite que a menina fazia 19 anos, sua mãe faria uma grande comemoração e a levaria para o teatro, apresentando Rufina para a sociedade. Porém, antes de sair, a menina foi encontrada morta, toda rígida no chão. Um médico confirmou sua morte e no dia seguinte ela foi enterrada.



Alguns dias depois, os empregados do cemitério encontraram seu caixão aberto com a tampa quebrada. A versão oficial diz que foi um roubo, mas o provável é que a Rufina tenha sofrido um ataque de catalepsia e acordado dentro do sepulcro, já que foram encontrados vários arranhões na parte interior do caixão. Uma estátua mostra a menina segurando uma espécie de maçaneta da tumba, como se quisesse sair ou entrar do mundo dos mortos.


2. David Alleno, o coveiro que se suicidou para estrear a própria tumba


David era empregado do cemitério e sonhava em passar a eternidade ali, no endereço fúnebre dos mais ricos. Economizou durante toda sua vida para isso acontecer. Com a ajuda do seu irmão, ele viajou até a Itália, onde encomendou essa escultura. Detalhe: a lápide foi encomendada já com o ano da sua morte, 1910. Quando era perguntado sobre esse macabro detalhe pelos seus colegas de trabalho, David nada dizia.

Mausoléu de David Alleno



No dia que sua tumba finalmente ficou pronta, David avisou a administração do cemitério que não trabalharia mais ali. Despediu-se dos colegas e foi embora. Ao chegar em casa se matou com um tiro. No seu túmulo há uma estátua que o representa com sua roupa de trabalho, uma regadeira, uma vassoura, um molho de chaves e os dizeres “David Alleno, cuidador en este cementerio 1881-1910”. Em cima da tumba está o nome do irmão que ajudou a pagá-la, Juan Alleno.



3. Liliana Crociati e a conexão com seu cachorro



Visita Guia no túmulo de Liliana


Em 1970, Liliana morreu numa avalanche durante sua lua de mel na Áustria, na cidade de Innsbruck. No mesmo dia, separado por mais de 14 mil quilômetros de distância, seu cachorro Sabú, que era muito especial para a jovem, também faleceu na Argentina. Os pais construíram uma abóbada onde reproduziram o dormitório dela e colocaram sua escultura na entrada, luzindo seu vestido de noiva com o qual foi sepultada e acompanhada por seu inseparável cachorrinho. 


Estátua de Liliana e o seu Cão



4. Salvador María del Carril e Tiburcia Dominguez, o rancor eterno

Salvador María del Carril foi vice-presidente constitucionalista, governador de San Juan e Ministro de Governo, porém ele é lembrado no cemitério pelo péssimo relacionamento que tinha com sua esposa Tiburcia. Depois de uma briga horrível, eles se deixaram de falar e assim ficaram por mais de 30 anos. Del Carríl inclusive fez uma carta pública dizendo que estava cansado das dívidas da mulher e não pagaria mais nenhum centavo do que ela devia.

Quando ele faleceu, sua esposa fez um mausoléu lindíssimo para o marido, com uma estátua olhando para o sul. quinze anos depois, quando Tiburcia morreu, seu último desejo era que seu busto fosse colocado de costas para o de Del Carril, já que seu ódio duraria toda eternidade. Continuam sem se falar e se olhar desde então.

Encontramos os bustos de Tiburcia e Salvador


5. Elisa Brown, a noiva do Rio da Prata

Elisa Brown, filha do famoso almirante Brown, estava esperando a volta do seu noivo, o comandante Francis Drummond, que estava lutando na Guerra Cisplatina, sob as ordens do sogro. Na batalha de Monte Santiago, Francis morre nos braços do Almirante. Sua última vontade foi que entregassem a Elisa o relógio que ele estava usando.

Meses depois da morte do marido e desesperada por não conseguir viver sem seu amor, Elisa se joga ao Rio da Prata com o vestido de noiva que havia sido encomendado para seu casamento e morre afogada. Seus restos estão dentro de uma urna que foi feita com o bronze fundido de um dos canhões da embarcação que Francis usou na guerra.




Como chegar ao Cemitério de Recoleta

O cemitério fica em um dos bairros mais movimentados de Buenos Aires, a Recoleta. Para chegar até lá, você pode pegar o metrô e descer na estação Las Heras, que fica a 850 metros do cemitério. 

Endereço: Junín 1760
Horário: todos os dias das 8 às 18hs.
Entrada: Gratuita

Linhas de ônibus: , 17, 61, 62, 67, 92, 93, 10, 37, 38, 41, 59, 60, 95, 101, 102, 108, 118, 124, 130.
A pé: da Praça San Martín e Rua Florida caminhar pela Avenida del Libertador 10 quarteirões.

Pessoas famosas enterradas no cemitério



Eva Duarte de Perón (Evita): (1919-1952), esposa do general Juan Domingo Peron. Trabalho na área social e foi considerado o Defensora dos trabalhadores.

Domingo Faustino Sarmiento (1811-1888) político, escritor e presidente da Argentina entre 1874-1868.

José Marmol: (1817-1871) poeta e escritor.

José C. Paz: (1842-1912) advogado e jornalista. Ele fundou o jornal La Prensa.

Remedios Escalada de San Martin, esposa do General San Martín.

Guillermo Brown (1777-1857) Irlandês, o almirante e criador da marinha que participaram nas lutas pela independência.

Carlos Maria de Alvear: (1789-1852) soldado que se destacou na luta pela independência americana.

Juan Lavalle: (1797-1841) político e militar. Foi governador da província de Buenos Aires.

Leandro N. Além: (1842-1896) advogado, escritor, poeta e político. Organizou a União Cívica Radical.

Hipólito Yrigoyen: (1850-1933) foi presidente da Argentina duas vezes. Seu último cargo foi interrompido por um golpe militar.

Raúl Alfonsín: advogado e político. Ele foi presidente da Argentina entre 1983 e 1989.

Arturo Illia: (1901-1983) médico e político. Ele foi presidente da Argentina entre 1963 e 1966, seu governo foi derrubado por uma junta militar.

Luis Angel Firpo: (1895-1960) do pugilista peso pesado conhecido como "o touro selvagem dos pampas".

Federico Leloir, (1906-1987) médico e cientista. Ganhador do Prêmio Nobel de Química em 1970.

Victoria Ocampo (1891-1979) escritora e editor. Amiga de Jorge Luis Borges. Abriu sua casa para figuras importantes, como Igor Stravinsky e Le Corbusier.


Os artistas e escultores que têm obras no Cemitério da Recoleta: Luis Perlotti - Carlos Romairone, Rene Sargent - Alfredo Bigatti, José Fioravanti, Jean Alexandre Falguière, Miguel Sansebastiano - Antonin Mercie, Luis Carriere - Pedro Zonza Briano, Alfredo Guttero - Tasso.




sábado, 2 de março de 2019

Turistei por Buenos Aires (Argentina) - 10 lugares para conhecer em Palermo - Trip #22

Oi gente!


Parque 3 de febrero conhecido como Bosques de Palermo

O bairro de Palermo, na cidade de Buenos Aires, é um dos lugares mais tranquilos e diversificados em atividades e atrações para o turista. Destacamos agora 10 lugares que você pode conhecer na sua passagem por BsAs.

 01. Bosques de Palermo

O Parque 3 de Febrero, conhecido como Bosques de Palermo, foi inaugurado em 1875 por iniciativa do presidente Domingos F. Samiento, que buscava construir um parque ao centro de Buenos Aires, como o Central Park em Nova York. O conjunto de parques é uma grande área verde de 25 hectares que se destaca pela vegetação, lagos e roseiras, localizado entre as avenidas Casares e Avenida del Libertador. É um dos lugares mais importantes da capital, funcionando como o pulmão da cidade. É também um dos lugares preferidos dos portenhos para relaxar e buscar tranquilidade. Mais agitado nos finais de semana, o governo incentiva sua visita realizando desde shows atpe cinema ao ar livre.

Thiago nos Bosques de Palermo


02. Hipódromo Argentino

Fundado em 7 de maio de 1876, nas imediações do Parque 3 de Febrero, o Hipódromo Argentino de Palermo, localizado na  Avenida Del Libertador 4101, tem mais de 130 anos de história, cultura e esporte. São 118 reuniões ao ano, 1700 corridas, geralmente às segundas, sextas, sábados e alguns domingos. Por seu sistema de drenagem moderno, as corridas não são suspensas em dias de chuva.

Destaca-se pela bela arquitetura monumental, conta com uma pista de areia e outra de grama. Possui capacidade para dois mil espectadores na tribuna oficial em estilo neoclássico (custa 25 pesos e exige traje “sport”).Você também pode assistir à corrida das tribuna Paddock (arquibancadas populares com entrada gratuita). 


Fachada do Hipódromo Argentino de Palermo

Em 1883, o Hipódromo passou a ser administrado pelo Jockey Club, presidido por seu fundador e futuro presidente da nação Carlos Pellegrini. Desde 1885, acontece anualmente em novembro, o Grande Prêmio Nacional no hipódromo, declarado como Interesse Turístico Nacional pela secretaria de turismo, reunindo milhares de interessados. As corridas foram uma grande paixão dos portenhos, junto com o futebol, registradas inclusive nas letras de tangos dos anos 30, 40 e 50. Um dos visitantes  mais regulares do hipódromo e proprietário do cavalo "lunático", foi inclusive o gênio Carlos Gardel. 

Dentro do hipódromo, há um cassino luxuoso com mais de 4600 máquinas e uma grande variedade de jogos (alguns deles contando atualmente o maior prêmio da América Latina), 14 mesas de roletas de diferentes valores, black jack, entre outros. Possui nove elegantes, requintados e ostentosos espaços gastronômicos, entre eles: Tribuna Oficial, Tucson, La Paris, Bajo Tribuna, Las Vegas e Sport Bar.

Corrida de cavalos do hipódromo argentino


03. Plaza Itália


A Plaza Italia, um pequeno privilégio localizado no bairro de Palermo, em Buenos Aires, foi originalmente construída em 1898 e recebeu o nome de Plaza de los Portones, ou Plaza of the Big Gates. Em 1909, a cidade de Buenos Aires renomeou como Plaza Italia depois que uma estátua do general e político italiano Giuseppe Garibaldi foi erguida no centro da praça em 1904. Um pequeno ladrilho localizado no lado nordeste do parque ao longo da Avenida Santa Fé comemora outro momento importante na história de Buenos Aires. Em 1894, o primeiro bonde elétrico da cidade partiu da Plaza Italia, e a área continua sendo um importante centro de transporte público até hoje.





Plaza Itália

04. El Rosedal

O rosedal de Palermo é um jardim com mais de 18 mil  rosas cultivadas, de diferentes cores,  onde você pode caminhar por diferentes trilhas. O Rosedal de Buenos Aires possui um lago, atravessado por uma bela ponte de madeira, a Ponte Branca (inspirada no estilo grego). Além disso, se destacam o Pátio Andaluz, com uma fonte central, a coleção de bustos no jardim dos poetas, uma Glorieta (espécie de pérgola coberta de trepadeiras) e um anfiteatro. No lago do Rosedal você pode alugar botes a remo e pedal. Estes barcos podem ser alugados por 30 minutos ou uma hora é uma boa opção para conhecer o lugar de outra perspectiva. Além dessas atividades você pode também alugar bicicletas ou patins, fazer aulas livre de ginástica ou assistir apresentações musicais. 


El Rosedal de Palermo

05. Ecoparque (antigo Zoológico de Buenos Aires)


O Zoológico de Buenos Aires foi inaugurado em 1888, funcionando até 2016 e desde então o Espaço está em reforma, com previsão de conclusão para 2021. No entanto diversas áreas podem ser visitadas. Ao ser transformado em um Ecoparque, o local se tornará  mais interativo, educativo e ambientalA ideia aqui é que o animal tenha um papel educativo e não mais de recreação. Com isso, boa parte dos animais que ali moravam foi transferida para reservas naturais e santuários de todo os país. Outros permaneceram no local, pois uma remoção os colocaria em risco. O novo local tem o intuito de conscientizar os visitantes, conservar a biodiversidade e a qualidade de vida dos animais, além  de desenvolver uma relação de respeito e cuidado com os habitantes do antigo zoológico. O Ecoparque tem um trabalho de treinamento dos cuidadores e um espaço veterinário para os animais, além do cuidado com a nutrição dos mesmos. 


Algumas das mudanças que ocorreram nessa transformação foram: restauração e reforma de diversos partes arquitetônicas (bustos, fontes, entrada), os solos e substratos foram melhorados, a vegetação ganhou mais espécies,  foram construídas novas trilhas, os visitantes serão restritos a 2 mil pessoas por dia e serão proibidas visitas à noitenão haverá mais animais enjaulados nem será permitido alimentá-los, foram construídos novos recintos para os animais e outros foram ampliados, serão monitorados ruídos ao redor do local . 

Ecoparque - Antigo Zoológico de Buenos Aires


Os animais ficarão alojados em seis espaços mais amplos, chamados de "ecorregiões" que, de alguma maneira, recriam seu habitat natural, visando a boa convivência das diferentes espécies: “Buenos Aires Silvestre”, “Os Montes de Yaguareté”, “Dos Andes à Patagônia”, “Costa e Mar Argentino”, “Conservando nossa biodiversidade” e “Do Jardim ao Ecoparque”.

Um grande muro verde será o limite entre a zona acessível e a restrita de visitantes. Atualmente é possível visitar duas áreas do local. A primeira inaugurada tem acesso pela Plaza Italia e é habitada por patos, maras (roedores da América do Sul), pavões e algumas outras espécies que circulam livremente nos lagos e pastos que ali existem. O enorme lago no centro do parque foi inteiramente tratado e será moradia de peixes, sapos e tartarugas, com vegetação representativa do Delta do Tigre. Já do outro lado, com acesso pela Av. Del Libertador é denominada como "o tanque" com 200 espécies de árvores, arbustos e herbáceas, e outras 600 espécies nativas. 


06. Planetário Galileu Galilei

Planetário Galileu Galilei


Localizado em Palermo está o Planetário de Buenos Aires, um passeio muito legal para todas as idades! O local tem uma sala de projeção semi-esférica com uma cúpula de 20 metros, onde você pode ver quase 9.000 estrelas, planetas e satélites do universo, além de filmes sobre o tema, em resolução de 8K.No prédio há também um museu, uma sala de projeção e uma coleção de meteoritos do norte da Argentina. Sempre há shows para adultos e crianças. O planetário é o único da cidade e o mais importante do país. Ele foi criado para permitir a aproximação dos argentinos com os estudos de astronomia e do cosmos.



O espaço foi aberto oficialmente dia 5 de abril de 1968, porém ele já havia sido usado pela primeira vez em uma demonstração escolar em junho de 1967. O planetário foi batizado como “Galileo Galilei” para homenagear o famoso astrônomo italiano. Já sua arquitetura foi inspirada em Saturno, por isso durante a noite o local é iluminado para se parecer com o planeta. Em 2001 o planetário passou por uma reestruturação para atender pessoas cegas e surdas, o que na época foi um trabalho inovador na América Latina



O planetário tem cinco andares, duas salas de projeção, painéis explicativos e equipamentos de última geração incluídos nas reformas de 2011. No primeiro andar do Galileo Galilei há um museu que conta a história do planetário e expões materiais extraterrestres, como uma pedra lunar vinda da missão Apolo XI e meteoritos encontrados no território argentino, sendo o mais famoso deles o “La Perdida”, achado em 1965 na província do Chaco. Além disso, o planetário também organiza apresentações de documentários e shows temáticos e atividades interativas, como observar a lua com um telescópio. Já do lado de fora do prédio há um lago com estátuas de Nicolás A. Ferrari, um mural sobre Nicolau Copérnico, meteoritos, um relógio de sol, entre outras coisas.




07.  Museu de Arte Latino Americano (Malba)




Inaugurado em 2001, o Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA) surgiu para abrigar 228 obras doadas à Fundación Eduardo F. Constantini pelo empresário argentino Eduardo Constantini. Tem como objetivo colecionar, preservar e difundir a arte latino-americana do século XX até a atualidade.

Instituição privada sem fins lucrativos, o MALBA reúne hoje em seu catálogo cerca de 500 obras representativas das principais correntes e movimentos das artes plásticas do século XX e contemporâneas da região. O acervo do local é um verdadeiro tesouro executado em distintos suportes, como pinturas, esculturas, desenhos, xilogravuras, colagens, fotografias, e instalações.


Di Cavalcanti, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Cândido Portinari e outros nomes das artes plásticas brasileiras do século XX estão presentes no acervo permanente do MALBA. O famoso “Abaporu”, de Tarsila do Amaral, faz parte do acervo e foi adquirido por Constantini durante um leilão em Nova Iorque. O quadro, um marco da antropofagia e representante do movimento modernista brasileiro, é um dos mais procurados pelos visitantes.


Abaporu de Tarsila do Amaral  no MALBA


Paralelamente à exposição de seu acervo permanente, o MALBA oferece uma agenda rica e variada, composta de exposições temporárias e outras atividades culturais e educativas. Há ciclos de cinema, literatura e desenho, palestras, oficinas, debates, visitas guiadas e outras. Os programas educativos estão voltados para os mais diferentes públicos, como crianças, idosos, famílias e pessoas com variados tipos de necessidades especiais, como auditivas e visuais.

O Malba tem o seu patrimônio uma coleção permanente de obras de artistas como Tarsila do Amaral, Diego Rivera, Frida Kahlo, Xul Solar, David Alfaro Siqueiros, Candido Portinari, Emilio Pettoruti, Antonio Berni e Joaquín Torres García.



08. Jardim Japonês





O Jardim Japonês foi construído no Parque Três de Fevereiro, em Palermo, e aberto em 1967 com a ajuda da comunidade japonesa de Buenos Aires, para comemorar a primeira visita à Argentina de membros da família real do Japão: o príncipe herdeiro, o ex-imperador Akihito e a princesa Michiko. O local foi um presente da comunidade nipônica para a capital porteña, para simbolizar a boa relação entre o Japão e a Argentina. Como o bairro da Liberdade em São Paulo, o Jardim Japonês também tem uma arquitetura e uma decoração feitas para refletir a cultura do país. Lá existem lampiões, esculturas, pontes vermelhas, carpas dentro do lago, plantas típicas do Japão e muito mais. O melhor é que o ambiente também é muito parecido com os jardins do próprio Japão, pois é bem tranquilo e sereno. 

Além de árvores, plantas, lagos e cachoeiras, o jardim contém um restaurante (Restaurant Jardin Japones), um viveiro (que na verdade é mais como uma estufa, onde é possível comprar bonsai), um espaço para artesanato, uma casa de chás, uma biblioteca/sala de leituras, uma lojinha, áreas de lazer e descanso, espaço para eventos e um prédio no qual funcionam um centro de atividades culturais (como cultivo de bonsais e pratos típicos da culinária do país) para o público. Além disso, a administração do parque oferece aos turistas visitas guiadas aos fins de semanas e feriados às 11h da manhã. 


O projeto é do paisagista Yasuo Inomata, que lançou mão dos típicos elementos dos jardins japoneses para recriar em Palermo um pedaço daquele país. A combinação de lagos, pontes, portões, caminhos, pedras, pontes e areia, além da grande variedade de plantas, forjam um ambiente calmo e de beleza indescritível. O jardim é agradável, cheio de lagos e árvores bem cuidadas, perfeito para uma caminhada despretensiosa, admirando a bela paisagem. Os jardins floridos tem uma beleza singular.  Saiba mais sobre nosso passeio ao jardim botânico AQUI.



09. Museu Eva Peron
Museu Evita

Através de treze salas de exposição permanente e uma de exposições temporais, o museu repassa a história de Eva Duarte desde sua infância, passando pela sua juventude como atriz, depois sua vida como primeira dama junto a Juan Perón, sua luta pelos direitos cívicos femininos, a obra social desenvolvida na Fundação até a sua renúncia e morte.

A exposição permanente do Museu Evita é composta por fotos, roupas, sapatos, móveis, cartas, documentos e objetos pessoais de Evita Perón, além de contar com a reprodução de alguns filmes que ela participou. No primeiro piso do museu o visitante conhece a infância da heroína, sua família e o seu relacionamento com Juan Domingo Perón, presidente da Argentina de 1946 a 1955 e de 1973 a 1974.

Já no segundo piso, é possível conhecer mais da vida de Evita e dos acontecimentos que cercaram a sua morte. Em uma sala há um telão que conta todos os absurdos cometidos pelos militares para se livrar de seu corpo embalsamado, impedindo assim que seu cadáver fosse venerado e adorado pelo povo argentino. Seu corpo foi sequestrado, golpeado e enterrado na Itália com um nome falso. O museu conta com alguns altares e imagens de Evita que estavam presentes em casas de antigos seguidores dela. Todo esse material traz um belo recorte da vida do ícone argentino e da sua luta por uma Argentina mais justa e melhor.


Museu Eva Peron

O museu conta também com exposições temporárias, focando artistas locais que homenageiam a primeira-dama através de sua obra. Há também uma biblioteca com livros e documentos para quem deseja se aprofundar no assunto, um auditório e uma livraria para a compra de lembrancinhas de Buenos Aires e do museu. Além disso há o Museu Evita Resto, um restaurante com comidas deliciosos e que esbanja beleza.

O Museu Evita foi aberto em 2002, em comemoração aos 50 anos da morte de Evita Perón. Quando ela estava viva, o local era um Lar para Crianças Pobres, e posteriormente foi transformando na sede da Fundação Evita, até que então virou museu. A mansão foi construída no século XX e conta com três andares enrijecidos de acordo arquitetura renascentista, espanhola e italiana.


10. Jardim Botânico Carlos Thays

Jardim Botânico Carlos Thays


O Jardim Botânico Carlos Thays, mais conhecido como Jardim Botânico de Buenos Aires faz parte do Parque tres de febrero. É um belo espaço verde de sete hectares, ao longo dos quais podemos contemplar mais de 5.500 espécies vegetais diferentes enquanto passeamos por suas agradáveis veredas. Uma das coisas que caracteriza Buenos Aires é a variedade de propostas de espaços verdes, com estilos de paisagens de alta qualidade e profissionalismo. E um dos mais importantes espaços nesse sentido é o Jardim Botânico Carlos Thays. 

Além da superfície de mais de sete hectares de espécies vegetais, um casarão de estilo inglês com uma biblioteca de botânica, três jardins de estilo - um francês, um romano e um oriental, um herbário, cinco estufas, uma grande coleção de esculturas, o jardim das borboletas, no qual acontecem exposições de arte temporárias e oficinas. Ali também funciona a Escola municipal de Jardinagem Cristóbal Maria Hicken. Saiba mais sobre nosso passeio pelo Jardim Botânico AQUI.

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