sábado, 15 de dezembro de 2018

Turistei por Buenos Aires (Argentina) - Feira de San Telmo - Trip #17

Oi gente! 



Uma das coisas legais de se fazer em Buenos Aires no domingo é visitar e fazer compras na feira da Plaza Dorrego no bairro de San Telmo, mais conhecida como a "feirinha de San Telmo". A feira mais tradicional da cidade, que virou um ponto turístico, abre todos os domingos das 10h às 17h. Desde 1970 ela recebe milhares de pessoas todos os fins de semana. Visitamos a feirinha em julho de 2018.


Instrumentos musicais na Feira de San Telmo

História da Feira

A feira original de San Telmo fica situada na Plaza Dorrego e como tradição, desde o seu início, algumas regras foram impostas pelo Museu da Cidade, e uma delas é que só poderiam ser vendidos objetos de antiguidades com mais de 70 anos de uso. Essa regra funciona até os dias de hoje e a feira é sempre fiscalizada. Como a feirinha foi ficando famosa e se expandindo cada dia mais, com o passar dos anos estendeu-se pela Calle Defensa, ocupando hoje 9 quarteirões.

Música na Feira de San Telmo

Vale ressaltar que as barraquinhas que ficam nessa rua não fazem parte da Feira de San Telmo (a oficial), e por isso não são fiscalizadas pelo Museu da Cidade. Para muitos turistas, a feira é uma só e acabam passando despercebidos pela feira original na Praça Dorrego. 


A feira que se estende por toda a rua La Defensa tem várias barraquinhas que ficam lotadas de vendedores e visitantes. Mesmo nos dias em que não há feira, a rua é uma boa opção para compras, pois é repleta de lojinhas de decoração, obras de arte, roupas e calçados. A feira é enorme e tem uma variedade de objetos antigos para decoração e uso pessoal, além de muitas lembranças para presentear amigos e familiares. E se você for daqueles que gosta de uma pechincha, basta pesquisar e negociar com os vendedores.

Sabores da feirinha de San Telmo

Ao longo da feira também é possível provar um pouco dos sabores argentinos ou fazer lanches rápidos. Nós paramos na Casa de Dulce de Leche, provamos vários sabores e trouxemos alguns de lembrança. Compramos também alguns temperos a base de chimi churri e compramos cuias de chimarrão, que nunca conseguimos usar direito.



Muitos artistas como atores, dançarinos, músicos, desenhistas e artistas independentes também divulgam seu trabalho na feira tocando instrumentos, fazendo mágicas, apresentando shows de fantoches, dançando tango ou fazendo mini shows do folclore argentino. 


Como chegar a Feira de San Telmo

Endereço: Praça Dorrego, Rua Defensa e Humberto I, San Telmo.
Linhas de ônibus: 22, 24, 28A, 28B, 29, 33, 54, 61, 62, 74, 86, 93, 126, 130, 143, 152 e 159.
Você pode chegar caminhando a partir da Plaza de Mayo, 10 blocos.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Turistei por Buenos Aires (Argentina) - Catulo Tango - Trip #16

Buenos dias!

Thiago, Wênia e Samara no Cátulo Tango

OI gente! Inspirados ainda sobre o tango na Argentina, contamos NESSA POSTAGEM AQUI sobre nossa primeira experiência com o tango em Buenos Aires no Café Tortoni, ao chegar na capital porteña. E para nos despedirmos da cidade, também fomos assistir a um show em uma casa de tango. Dessa vez, escolhemos um local mais novo na cidade, o Catulo Tango, não tão tradicional, que atendeu nossas necessidades, além de ter uma boa relação custo - benefício (No final desse post, listamos algumas casas de show que atende a diferentes tipos de perfil).


Fachada do Catulo Tango

A cidade respira tango. Na frente do nosso hotel sempre tinha algum tipo de apresentação artística à noite no meio da rua, algumas vezes show de tango, outras vezes, show de humor ao som de reggaetown. A cidade autônoma de Buenos Aires - CABA (sim, existe o Estado de Buenos Aires, chamado de Província, e existe a cidade em si, que não faz parte do Estado, que é a capital da Federação) possui inúmeras casas de tango em vários bairros.

Casal dançando tango na rua próximo ao nosso hotel

Os bairros com maior tradição tangueira são: La Boca, Abasto, Boedo, San Telmo e Almagro. O Catulo Tango está localizado no bairro Abasto, famoso bairro pelo Museu Casa Carlos Gardel, onde o cantor viveu em sua infância. Abrimos um parênteses aqui para falar do bairro La boca, que é um dos bairros onde surgiu essa dança dentro dos bordéis do Porto, tendo os italianos como primeiros imigrantes. No passeio por La Boca não pode faltar a visita ao Caminito com suas cantinas, cortiços, exposições de pintura e casais dançando tango no meio da rua. Thiago foi convidado por uma dançarina mas não aceitou, rs.


Caminito no Bairro La Boca

Então, para encerrar nossa viagem à Argentina, nada melhor do que comemorar com um bom show de tango. Coincidentemente, encontrei uma colega de trabalho, também professora de música como eu, a Samara. Ela estava com outras amigas, a Kelly e a Danielle. Combinamos de ir ao Catulo Tango na mesma noite. Encontramos ingressos para os shows entre 70 e 250 dólares por pessoa, incluindo o jantar, dependendo da escolha da casa de show. Na época, o Catulo custou em torno de R$ 185,00. Algumas casas tem um show com mais espetacularização, com direito a cavalos passando no meio do público e gelo seco, mas a gente só queria mesmo comemorar ao som de uma boa música.

Thiago, Kelly, Dani, Wênia e Samara no Cátulo Tango

Os pacotes de uma noite no tango, incluem além do jantar, o translado de ida e volta ao hotel. A van nos pegou às 20h30, chegamos no local em torno das 21h. Fomos direcionados a uma mesa comprida. Nos colocaram junto das pessoas que conhecíamos, mas tinham outras pessoas desconhecidas na mesa também. Todas as empresas de turismo locais atuam assim.


crepe de ricota e espinafre com molho de rosas

O jantar dá direito a um prato de entrada, um prato principal, uma sobremesa e bebidas à vontade. Sempre, em qualquer restaurante na Argentina, eles servem um antepasto com pãezinhos, para aguardar, enquanto a comida chega. No Catulo Tango também são servidas as tradicionais empadas argentinas. De entrada era possível escolher entre 1) crepe de ricota e espinafre com molho de rosas (minha escolha) ou 2) jamón crudo (presunto cru) e queijo com salada russa.  O prato principal tinha opções de 1) Bife de chouriço a malbec com mil folhas de batata (escolha de Thiago); 2) Sorrentino de jamón e muzzarela com creme de alho poró, cogumelos da floresta e tomatitos quentes de cereja; 3) molho de frango com champignones e batatas noisette (minha escolha) e 4) tagliatelle ao pomodoro. As opções de sobremesa eram  1) brownie com sorvete e frutas vermelhas (escolha de Thiago) ; 2) creme brulee; 3) salada de frutas com sorvete (minha escolha) e 4) chez e doce. Com aviso prévio, a casa tem menu para vegetarianos e celíacos.

Salada de frutas com sorvete

Tanto o jantar quanto as bebidas, tem que ser servidos até a hora do show começar. Como chegamos um pouco atrasados da hora que começaram a servir o jantar, as garçonetes nos apressaram um pouco para comer. Depois que as luzes se apagam e o show começa, o serviço dos garçons para de funcionar. Entre as bebidas, foram serviços água, refrigerante, cerveja e uma garrafa de vinho por pessoa. Você escolhe entre vinho branco e tinto, apenas. Os garçons pedem gorgeta ao final.

Cerveja Quilmes

Às 22h o show começa e as luzes se apagam. A tangueria combina canto, dança e música ao vivo. A qualidade da apresentação é excelente, com 10 dançarinos, um sexteto tocando e 3 cantores. O repertório do grupo inclui os clássicos do tango e o apresentador interage bastante com a plateia. A casa estava lotada, mesmo assim, o atendimento era rápido. Os shows acontecem nas quintas, sextas e sábados. O salão foi projetado para o palco ficar ao centro e os expectadores próximos ao espetáculo.



Outros Show de Tango

Existem inúmeras casas de tango em Buenos Aires. Tentaram nos vender entradas de diversos shows nos dias em que estivemos lá. Entre as casas de show consideradas mais autênticas destacam-se no Bairro de San Telmo o El viejo Almacén (desde 1969) e La Ventana (desde 1982). No bairro Boeado destaca-se a Esquina Romero Manzi. O tango El Querandi foi declarado patrimônio cultural de Buenos Aires. Alguns tango como Complejo Tango, Sabor a Tango e Tango Piazolla oferecem aulas de dança antes do show, mesmo que você não tenha um par para dançar. Se o que você procura é glamour em um ambiente romântico, o Café de los Angelitos na Galeria Güemes é uma ótima escolha. 

Casa cheia no Catulo Tango com o palco ao centro

Se sua procura é uma experiência inesquecível e luxuosa, o Rojo Tango no glamouroso Hotel Faena, é uma das melhores opções. Assim como este, se seu orçamento não está apertado, o Galo Tango vai ter oferecer uma serviço VIP para os viajantes mais exigentes. Entre os shows mais vendidos estão o Senhor Tango e Esquina Carlos Gardel com serviço de alto nível. Para os vanguardistas, as casas Tango Porteño e Madero Tango satisfazem sua necessidade de uma noite divertida. Para ir com a família toda, é possível conhecer o Sabor a Tango e o Madero tango, que aceitam a presença de crianças. Cada casa tem sua política em relação à presença de crianças, mas geralmente as crianças com menos de 10 anos pagam metade do preço. Para um show de tango mais libertário, livre de tradições e regras,  o Tango Pride Show,  no bairro do Almagro é a melhor opção.  

Dançarinos do show



Infelizmente, não é permitido filmar ou fotografar os shows. Os seguranças ficam atentos para que ninguém use o celular durante o espetáculo. Já ouvi relatos inclusive, de pessoas que foram convidadas a se retirar pelo próprio apresentador do show. A apresentação no Catulo Tango durou dura em torno de 1h30, encerrando as atividades da casa às 23h. Após o fim do espetáculo as vans ficam esperando do lado de fora e levam os clientes de volta aos hotéis. Buenos Aires é uma cidade que dá vontade de voltar muitas vezes. Se tivermos oportunidade, voltaremos e conheceremos outras casas de tango.  


quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Turistei por Buenos Aires (Argentina) - Tango no Café Tortoni - Trip #15

Hola!

Na Sala Alphonsina Storni

A história da nossa trip de hoje é uma experiência porteña da nossa viagem para a Argentina em 2018.  Uma das coisas que você tem que fazer em Buenos Aires é conhecer um show de tango. Pensar em Argentina é pensar no tango e vice-versa. Apesar de existir uma grande quantidade de lugares e atrações neste país, o tango é o destaque das atrações turísticas de lá. Entre as diversas opções para assistir a shows de tango na cidade, nós escolhemos duas. A primeira foi no Café Tortoni, que vamos contar aqui, e a segunda no Cátulo Tango, que vamos deixar pra um outro post.

Fachada do Café Tortoni

O Café Tortoni é um lugar tradicional de difusão cultural e turístico por excelência, fundado em  1858, funcionando na Avenida de Mayo desde 1880, no bairro Montserrat. O lugar era frequentado por pintores, escritores, jornalistas e músicos, onde antes funcionou a maior associação literária de Buenos Aires liderada pelo pintor Benito Quinquela Martin. É um dos "bares notáveis" de Buenos Aires apoiado pelo governo. Em suas mesas de mármores e suas paredes, está presente uma parte da história de Buenos Aires. O emblemático Carlos Gardel tinha sempre uma mesa reservada no Café Tortoni, do lado direito do salão, junto à janela, longe da vista dos seus admiradores.


O café conserva a decoração antiga e tradicional desde os seus primeiros anos no estilo art noveau: a fachada, o letreiro, os vitrais no teto, os lustres,  as colunas, os quadros e os bustos das personalidades argentinas conhecidas. O horário de funcionamento é das 8h da manhã até 1h da madrugada. Os shows acontecem diariamente às 18h, 20h e 22h.

Souvernirs  teto e cafeteira do Café Tortoni

 O lugar tem 3 espaços: O primeiro é a sala Eladia Blasquez, com capacidade para 45 pessoas. É a sala onde antigamente ficavam as mesas de bilhar e salões para jogar dominó. A segunda sala é a La Bodega que desde 1920 apresenta uma intensa atividade cultural no subsolo do café, com capacidade para 80 pessoas. A terceira sala é Alphosina  Storni que é projetada para vozes, instrumentos e coreografias, para receber diferentes artistas de jazz e de tango. A sala tem capacidade para 55 pessoas e conta com palco, piano, iluminação e sistema de áudio. Das três salas só não conhecemos a "La bodega".

Sala Eladia Blasquez

É o café aberto mais antigo de Buenos Aires. O cardápio é longo e variado, incluindo tábuas de carnes, bifes de chorizo, saladas, lomos gratinados, cafés da manhã, cafés frios especiais, sanduíches,  bolos e tábuas de queijo. Nós escolhemos chocolates com churros e provamos os famosos alfajores argentinos para começar, enquanto aguardávamos o salão abrir, para os clientes assistirem o show de tango. Os preços do menu são relativamente caros, mas vale a pena. No cardápio, tem também o "leche merengada" (da canção de Maria Elena Walsh) onde os clientes podem pedir, o mesmo sorvete de leite, há mais de um século.

Alfajores

É possível comprar souvenirs e levar uma pequena lembrança personalizada do Café Tortoni. Tem vários objetos disponíveis e à venda na vitrine do Café, como xícaras, imãs de geladeira e objetos como miniatura da fachada do café ou de um casal dançando tango.

Com o cantor Carlos Rossi

Os shows de tango  no café tem preços acessíveis, comparados com outras casas de tango. Em outros locais, geralmente são vendidos juntos com o jantar, porém no café Tortoni é possível assistir ao show sem o jantar ou pedir comida e bebidas a la carte. Assistimos ao show do cantor Carlos Rossi, um cantor de tango que faz shows com seu grupo há décadas no café. Abaixo alguns trechos do show de tango no Café Tortoni.


História do Café Tortoni

Fundada em 1858 por um imigrante francês cujo só se sabe o sobrenome (Touan), a cafeteria foi batizada de Tortoni, nome emprestado de um estabelecimento frequentado pela elite de Paris no século 19. Algumas décadas depois, o Café foi passado então para um outro francês, Dom Celestino Curutchet. Em seus primórdios, o Café Tortoni foi frequentado pela classe artística e os jornalistas de Buenos Aires que faziam parte do grupo “Agrupação de Gente de Letras e Artes” e que, posteriormente, passou a se chamar “La Peña”, que foi quando o subsolo do estabelecimento se tornou sua sede, já que, segundo o dono do local, os artistas, apesar de gastarem pouco, traziam fama e prestígio ao Café.


Por una cabeza

Programação Cultural do Café Tortoni

A maior parte da fama do Café Tortoni de hoje em dia vem dos shows que acontecem no local, afinal essa é a principal e mais antiga casa de tango de Buenos Aires. Aos sábados, a dupla Missão Tango assume o palco da Sala Alphonsina Storni do Café para se apresentar às 20h. Às 22h, sobe ao palco a voz de Oscar Ramirez. Aos domingos, a cantora Nora Bilous se apresenta às 20h e já às 22h, a dançarina Silvia Nieves assume o tango no palco. Para quem pensa que as noites de apresentação acabam por ai, está enganado. Nos dias da semana o grupo Sensações do Tango exibe seu show na sala La Bodega em dois horários, às 20h e 22h.



Tango em Buenos Aires

As primeiras manifestações de tango começaram por volta de 1880 às margens do Rio de La Plata, combinando elementos de diversas culturas como a milonga, música cubana e até música negra. Na verdade, na língua africana, "tango" era o lugar onde eram reunidos os escravos, antes de serem traficados. Poderia se dizer, que era a resposta porteña ao candombe (música negra) que estava se desenvolvendo no país vizinho do Uruguai. 


Em Buenos Aires, começou timidamente como uma música proibida e marginal, praticada praticamente pelos homens e mulheres da noite. Porém, em poucos anos, foi aceito socialmente e se tornou um dos pilares da cultura argentina. Inicialmente os homens dançavam só entre eles. Como só tocava em bordéis e locais de reputação duvidosa, as mulheres que dançavam na época eram as prostitutas, o que foi fazendo do estilo uma dança abertamente sensual com evidente contato corporal. 


As primeiras letras eram obscenas e improvisadas tendo como exemplo da essência do tango a figura do "compadrito", o malando de olhar torto, encostado numa esquina de um bairro qualquer, ajeitando seu chapéu. Os músicos eram limitados tecnicamente, com poucos conhecimentos teóricos. Os trios eram formados por violino, flauta e violão até a chegada do bandoneon. A dança só foi incorporada nas apresentações no século XX. Foi o século onde o tango se espalhou entre os salões de baile, academias e bares até ser aceito pela sociedade. Foi exportado para a Europa em 1910 e depois virou sucesso na França.

Nos anos 1920, o tango entra nos elegantes cabarés de Buenos Aires e as letras começam a mudar, com temas sobre a mulher perdida, o passado e a figura materna. Nos anos 1930 músicos célebres começam a aparecer em orquestras tocando tango, como Astor Piazolla. Nos anos 1960, começa a perder um pouco sua popularidade, mas, ressurge no final do século passado, principalmente nas gerações mais jovens. Entre os cantores mais conhecidos destaca-se Carlos Gardel.



Nosso primeiro show de tango foi alegre e divertido. Foi o primeiro lugar que fomos em Buenos Aires. Tudo era novidade na nossa primeira viagem internacional. Nos divertimos muito com os sotaques, as novas palavras, os novos sabores, o clima frio e as pessoas. Nos sentimos em outra época embarcando nessa experiência do tango. Mergulhar na essência da cultura de outro país é incrível.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Turistei por Cabedelo (PB) - Vôo de Paramotor - Trip #14

Oi gente!

Em novembro de 2018 decidimos fazer um vôo de paramotor e escolhemos a @paramotorjampa do Petrônio para nos proporcionar essa aventura. Marcamos uma vez, mas um dia antes foi remarcado devido a mudança na força do vento. Quando o vôo é de parapente, você precisa de uma velocidade do vento maior que 20 quilômetros por hora, dependendo da vela, que é obtida ao correr para decolar. Já no paramotor, essa velocidade do vento se gera graças a força do motor que o piloto leva nas costas, superando a velocidade para decolar. Enquanto o parapente requer uma certa altura para voar, com o paramotor é possível levantar vôo de  praticamente qualquer lugar plano. Para a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), o paramotor está entre o parapente e o ultraleve. 


Vôo de Wênia e Petrônio no paramotor

Nos encontramos com o piloto na praia de Intermares, em Cabedelo (PB). O võo dura de 10 a 15 minutos e custa R$ 200,00 para sobrevoar as praias de Intermares e Bessa, basicamente. Como fomos em casal tivermos um desconto e os dois ficaram por R$ 350,00. Petrônio aceita cartão e crédito e parcela o pagamento. Ele também faz vôos em outros lugares, um deles é o sobrevoar Areia Vermelha, que é uma ilha que emerge em frente à praia de Camboinha, em Cabedelo, quando a maré está baixa. Esse passeio custa R$ 300,00 por pessoa. 

Vôo de Thiago e Petrônio no paramotor

Para ser piloto de paramotor, é preciso fazer um curso de instrutor em escola homologada pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e ter habilitação para pilotar, além de ser credenciado à ABPM (Associação Brasileira de Paramotor). Essa habilitação pode ser via ANAC ou associação. Os vôos sobre o litoral devem ser distante 200 metros após a arrebentação das ondas. Não pode sobrevoar aglomerações, casas nem a rede elétrica. 


Se um fiscal, que receber uma denúncia, flagrar um piloto dirigindo sem habilitação ou fora da lei,  o piloto  receberá uma punição administrativa com multa. A multa pode chegar a R$ 10 mil reais, por infringir a legislação aeronáutica, além de responder a ação. Se você não quer fazer um curso de paramotor para poder voar sozinho, pode fazer um vôo duplo com um piloto habilitado. A parte boa da decolagem do vôo, é que você não precisa ficar com medo de saltar, pois o vôo sai do chão. No duplo, o piloto vai atrás de você carregando o motor nas costas. É preciso que cada pessoa do vôo tenha mais que 50 quilos. 


O equipamento para voar se resume basicamente ao parapente e o motor (motor, estrutura, hélice, tanque, selete ou "cadeirinha" e mosquetões), incluindo os acessórios de segurança como cintos e capacete. O capacete é específico pois possui um abafador de ruídos e fonia para comunicação, para que você converse com o piloto durante o vôo. É necessário também um paraquedas de emergência, pois no caso de uma pane, ele que te salvará. 



A sensação é bem estranha no início, sem saber como aquele ventiladorzinho vai te fazer voar. Thiago voou primeiro e eu depois. Minha decolagem não deu certo da primeira vez e eu fiquei um pouco nervosa, mas a segunda decolagem deu certo. Na decolagem, o piloto abre o parapente de acordo com a direção do vento, e você precisa correr até tirar os pés do chão, e na minha primeira decolagem o parapente mudou a direção do vento e "murchou". Depois disso, é só aproveitar a paisagem. O Petrônio vai ter perguntar se você quer com ou sem emoção. Eu escolhi "sem" e Thiago "com".  Fiquei meio travada admirando a vista, mas, sem a euforia que Thiago estava. Fiquei apenas contemplando o horizonte e a escala de cores do mar, emquanto o Petrônio puxava conversa pra eu interagir e relaxar. Talvez por isso, eu tenha ganhado um "bônus" e ficado um tempo a mais. 




Sobrevoamos o Bar Lovina, a praia de Intermares, O Mar do Macaco, bar do Surfista até a praia do Bessa. Dava pra ver até a Praia do Jacaré,  enquanto Petrônio contava sobre os lugares que estávamos sobrevoando. É um passeio inesquecível pra fazer várias vezes. Na próxima, quero sobrevoar Areia Vermelha. O Petrônio filma o vôo numa Go Pro em 4k e passa todo o vídeo pra você no final. Leve um pen drive. Recomendo a @paramotorjampa. Petrônio é experiente, seu equipamento oferece segurança e ele é muito atencioso! 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Turistei por Cabaceiras (PB) - Lajedo de Pai Matheus - Trip #13

Oi gente!

Lajedo do Pai Matheus

Desde junho de 2017 nós queríamos conhecer o Lajedo de Pai Matheus, próximo 25 quiômetros da cidade de Cabaceiras (PB), mas tivemos que esperar, indo apenas em agosto de 2018, pois o Lajedo foi interditado por vários meses para a visitação turística. Como o Lajedo fica dentro de uma propriedade privada, a Rede Globo havia reservado tanto o lajedo quanto o Hotel Fazenda Matheus para a gravação da minissérie "Onde Nascem os Fortes".  Já postamos sobre nosso passeio por Cabaceiras AQUI. Cabaceiras é a cidade do Brasil com menor índice pluviométrico. Dona de cenários que encantam a todos, Cabaceiras se auto-intitula como a Roliúde Nordestina, em alusão ao famoso letreiro de Hollywood, na Califórnia. Esse título se deve ao fato de atrair diversos profissionais do cinema nacional e ser palco da produção de 33 filmes e minisséries.

Hotel Fazenda Pai Matheus

O ponto inicial do  nosso passeio é o Hotel Fazenda Pai Matheus, onde nos encontramos com o guia e fazemos o pagamento na própria recepção. O passeio pode ser feito por hóspedes ou não hóspedes. Você pode fazer os passeios separados para o Lajedo de Pai Matheus e as Sacas de Lã, mas geralmente se faz os dois passeios juntos, pagamos R$ 160 por dois adultos, duas crianças para os dois passeios.

Chegando na Fazenda Pai Matheus


Fomos conhecer o hotel, que também tem um restaurante. Os quartos são no estilo chalés, possui piscina, e sala de jogos com sinuca. Para os visitantes que estão esperando o passeio, tem rapaduras disponíveis, água, cafézinho e um redário para aguardar o resto das pessoas do grupo.



Fomos para o passeio de carro, mas existem algumas empresas de turismo que fazem esse passeio como a Luck Receptivo,  Criativa Turismo e Reno Viagens e Turismo. Não viajamos com estas empresas, então não podemos recomendá-las, mas na internet, os passeios são em torno de R$ 180 já com o ingresso do lajedo.


Após o passeio pelas Sacas de Lã, fomos de carro até onde eles poderiam, e depois caminhamos até o Lajedo propriamente dito. Tem uma placa indicando o local e uma casa de barro, onde não mora ninguém. O sítio arqueológico é um aglomerado de mais de 100 pedras gigantes, algumas com até 4 metros de altura, equilibradas sobre uma base rochosa.


Esses blocos arredondados (matacões) resistem há mais de 500 milhões de anos, antes soterrados, que romperam a superfície e trazem uma beleza de uma paisagem mística. Alguns matacões tem inscrições rupestres, atribuídas aos índios cariris e aos povos tapuias, há cerca de 12 ml anos. As gigantes pedras no Planalto da Borborema se estendem por 1,5 quilômetro em meio à caatinga do semi-árido nordestino. O lajedo está numa área de preservação ambiental do cariri.


Reza a lenda, que o Pai Matheus era um curandeiro que morava em uma das grutas na rocha. Inclusive o guia não permite que o visitante passe de um certo ponto na gruta. Dá para ver a cama de rocha e a mesa da gruta do Pai Matheus.


Ele foi um ermitão que habitou o lajedo na metade do seculo XVIII. Na gruta se encontram impressões de pequenas mãos humanas, indicando algum rito de passagem. O lugar também foi cemitério dos paleoíndios, os primeiros povos indígenas a habitar o local. 

Gruta do Pai Matheus

Muitas das pedras do lugar tem um nome próprio devido ao seu formato como a Pedra do Capacete, Pedra do Sapo, Pedra da Orelha, entre outras.

Pedra do Capacete

Thiago não está na maioria das nossas fotos, pois ele é fotógrafo e fez estes lindos registros da família. Quase todas as tentativas de outras pessoas tirarem fotos da família completa ficaram borradas. :(  Quando o sol começa a baixar, as pedras ganham uma cor dourada e brilho especial que as deixam incrivelmente lindas e fazem as fotos ficarem perfeitas!


Nosso guia Ribamar tinha muitas histórias pessoais para contar. Falou sobre sua amizade com o s atores da Globo durante as gravações da minissérie "Onde nascem os fortes" e com o Cantor Nando Reis, que ao conhecer Ribamar num passeio pelo Lajedo, se interessou por sua história de vida e pagou seus estudos fora do Brasil. Ribamar fez duas graduações na faculdade em Campina Grande.

Guia Ribamar


No meio do passeio, chegou um novo guia que substituiu o Ribamar. O novo guia fez várias explicações científicas e tirou as dúvidas do grupo. Orientou o grupo para ficar sempre junto e não entrar nas rochas, pois haviam muitos escorpiões no lugar.

Local da Cena do filme "O Auto da Compadecida"

O por-do-sol foi lindo. Em dado momento, o grupo tocou na pedra e fizemos uma oração, agradecendo por aquele momento mágico. Ficamos até o anoitecer, ouvindo as histórias do lugar. O céu perfeito e estrelado nos permitia ver dois planetas a olho nu e várias constelações.

 

O retorno é um pouco complicado pois você se guia só pela luz da lua e das estrelas e tem uma passagem um trecho estreito para passar sobre o rio. A saída do sítio à noite em estrada de terra também é um pouco complicado. Pegamos um caminho diferente do que fomos e saímos em outra cidade, além do trajeto de mais de 3h30 até João Pessoa.


Para um passeio de um dia só é bastante cansativo, mas vale a pena! Conhecer o Lajedo é um passeio que todos devem fazer. Faríamos novamente, mas ficando hospedados, pelo menos um dia, no Hotel Fazenda ou em Cabaceiras, para poder conhecer os outros lajedos também e a viagem ser menos cansativa.




terça-feira, 2 de outubro de 2018

Turistei por Cabaceiras (PB) - A Roliúde Nordestina - Trip #12


Oi gente!

Em agosto de 2018, fizemos uma trip em família para Cabaceiras, no interior da Paraíba. Cabaceiras é uma pequena cidade do cariri paraibano, com cerca de 5 mil habitantes. Fica distante 70 quilômetros de Campina Grande. 
Família nas Sacas de Lã

O que fazer em Cabaceiras?

Letreiro Roliúde Nordestina 

Ao entrar na cidade, você verá um letreiro gigante escrito em branco: "Roliúde Nordestina", escrito dessa forma abrasileirada da cidade Hollywood. Cabaceiras é um dos lugares mais renomados quando o assunto é produção cinematográfica. A região já registrou mais de 30 documentários sobre o sertão. 

Letreiro Roliúde Nordestina
Festa do Bode Rei

Depois de parar no letreiro para tirar uma foto na roliúde do sertão, você pode parar para almoçar no centro da cidade, no Restaurante Berro do Bode, com comida regional farta e preço acessível. A carne de bode não pode faltar na culinária de Cabaceiras. A cidade possui o terceiro maior rebanho de caprinocultura (cerca de 20 mil cabeças entre 400 caprinocultores). Anualmente acontece a Festa do Bode Rei, que coroa o bode como rei dos animais do cariri por sua importância na economia da região e por sua resistência e adaptação à seca. 

Cabaceiras é destaque na imprensa

A festa acontece entre maio a junho, com feira, cursos, artesanato, competições, forró pé-de-serra e a famosa tapioca com carne de bode (bodioca).  É a maior projeção turística da cidade, onde o festival recria cenários de antigos castelos, com muradas reais, praça e a residência de sua majestade: o bode. Durante o evento, acontece o desfile da "comitiva real", composta pelo "bode rei", a "cabra rainha", príncipe e princesa nas principais ruas da cidade. O bode coroado torna-se monarca da cidade, até a próxima celebração, quando outro animal é escolhido. Como não fomos na época da festa, faremos um post específico pra festa do bode rei, quando conhecermos. Voltemos à Roliúde. 

Museu Histórico Cultural dos Cariris Paraibanos


Museu Histórico Cultural dos Cariris Paraibanos

Fomos visitar o Museu dos Cariris, que fica na rua principal da cidade, em frente ao Restaurante. O museu apresenta a história dos moradores da região, através de obras que são verdadeiras relíquias, com documentos,  peças e artesanatos desde a pré-história, com muitos materiais do índios cariris que viviam pela região do agreste, borborema e sertão.


São dois prédios de museu. Um deles serviu de cadeia pública da cidade que em 1910 foi invadida por um cangaceiro famoso chamado Antônio Silvino,  que ateou fogo no local para libertar alguns presos. E no outro prédio era a residência oficial dos prefeitos. O prédio onde hoje é o museu, foi construído em 1890 mas já passou por restauração. Ainda hoje, o local preserva boa parte da arquitetura original.


O espaço abriga a história da caprinocultura, desde sua aparição na pré-história até os dias atuais, as indumentárias dos criadores de caprinos, apresentando toda a cadeia produtiva e sua a importância para a economia local, além de atrativo turístico e fonte de estudos. O museu também possui mais de 200 peças de referência ligadas à produção e cultura local, como louças, tamboretes, sandálias, radiolas, ferro de engomar, rádio, moinho, pilão, panelas de barro, colher de pau, abanador, máquina  de datilografia, entre outras. 


Memorial cinematográfico

Chegamos em Cabaceiras num bate e volta para João Pessoa, no mesmo dia, num domingo. E o memorial estava fechado nesse dia. Pra nossa sorte, a mesma pessoa que nos atendeu no Museu dos Cariris Paraibanos foi pegar a chave do Memorial Cinematográfico e ela mesma foi nossa guia por lá. 

 
Atores em cena no Filme "O auto da compadecida"

O museu reúne um pequeno acervo com fotos, revistas, DVDs e matérias de jornais dos filmes, documentários e minisséries gravados na região. O filme de maior destaque até hoje que mostrou Cabaceiras para o mundo foi "O Auto da Compadecida" obra do genial paraibano Ariano Suassuna. Para mim, especialmente, me senti dentro do filme (que já assisti umas dez vezes). O "Auto" é um clássico do cinema nacional e eu sou fã incondicional de Ariano e do Movimento Armorial. 

O Auto da Compadecida - 1998

A ideia do memorial é muito interessante, porém carece de material e registros. Os próprios cineastas, produtores ou elenco, dos filmes rodados por lá, poderiam fazer doações de roupas dos filmes, acessórios, depoimentos ou mesmo fotos amadoras. 

Cinema Paraibano: Marcélia Cartaxo e Nanego Lira

Além do "Auto da Compadecida" (Ariano Suassuna), mais de 30 filmes, documentários e minisséries foram gravados em Cabaceiras e seu entorno como "Cinema, Aspirinas e Urubus" (Marcelo Gomes), "Como Nascem os Fortes", "Romance" (Guel Arraes), "Beiço de Estrada" (Eliézer Rolim), "Garoto" (Júlio Bressane), "Por Trás do Céu" (Caio Soh), "Viva São João" (Andrucha Waddington), Madame Satã" (Karim Ainouz) ,"Canta Maria" (Francisco Ramalho Jr.), "Sâo Jerônimo" (Júlio Bressane) e "Cabaceiras" (Ana Bárbara Ramos). Recentemente foi gravado "O Mágico de Ó" de uma produtora carioca. 

Bar do Zé de Cila

Quando saímos do Memorial Cinematagráfico, nossa guia nos levou ao bar do Zé do Cila. Uma figura clássica de Cabaceiras, que fez figuração no filme do Auto da Compadecida substituindo o ator Rogério Cardoso como dublê do personagem padre João. Ele é muito orgulhoso de ter feito essa participação no filme. Faz questão de dizer sobre as pessoas de outros países que o foram visitar, devido ao seu personagem no filme. Às vezes, ele se veste de Padre para receber os turistas. Na fachada da loja está escrito: "Amigo turista, seu lugar é aqui".  


 Zè de Cila vive de um pequeno comércio (bodega) que vende de tudo um pouco, cachaça, artesanato, itens feito do couro de bode. Comprei um estilingue para Uirá lá. Ele tem pendurado, no meio de sua loja, um diploma de ator emérito. Passando por Cabaceiras você tem que ir conhecer ele. 

Zè de Cila, um dos figurantes do filme O Auto da Compadecida

Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição

Igreja do filme "O auto da compadecida"

Passeando a pé pela cidade, é possível conhecer vários lugares que foram cenas de filme como a casa do padeiro, a delegacia,  o bar e a igreja do filme O Auto da Compadecida. A igreja é simples mas de beleza singular. E a cidade é tão limpa e organizada que parece uma cidade cenográfica. 


Na paróquia matriz
Sacas de lã

Um dos atrativos de quem vai a Cabaceiras é conhecer os lajedos. Os mais conhecidos são as Sacas de Lã, o Lajedo Bravo, Lajedo Manuel de Souza e o Lajedo de Pai Matheus. Sobre esse último, vou fazer um post à parte. Como fizemos um bate e volta, não daria tempo de conhecer todos. Escolhemos conhecer o Lajedo Pai Matheus e as Sacas de Lã. Se você pretende ficar mais tempo para conhecer os demais lajedos, hospede-se nas pousadas e hotéis disponíveis como: o Hotel Fazenda Pai Matheus, Pousada Berro do Bode, Vale Verde Pousada, Hotel Xique Xique, Hotel Varandas ou Pousada Familiar Shalom. 


Indo para as Sacas de Lã



As Sacas de Lã são formações rochosas de 33 metros de altura, localizadas na Serra da Borborema, dentro de uma área particular, o Hotel Fazenda Pai Matheus. Seu nome é devido ao seu formato com blocos de pedras sobrepostas (matacões) semelhantes a grande cargas de fardo de algodão para fazer lã. Foram esculpidas pela natureza em forma de um grande paredão. Para visitar o espaço é preciso tanto pagar um ingresso quanto contratar um guia da região. O hotel já dispõe de seus próprios guias e os passeios saem geralmente nos mesmos horários pela manhã e à tarde. Nosso passeio foi à tarde e o nosso guia foi o Ribamar. O ingresso já dá direito à entrada e ao guia. 



Sacas de Lã

Um conselho, pechinchem! Questionei os valores diferentes cobrados para pessoas diferentes pelo mesmo passeio, e eles compararam com o carro em que eu estava. Então disse que na próxima vez iria de jumento. Eles deram um "desconto" porque éramos quatro pessoas, como se não cobrassem pelas crianças. Mas no fim das contas, o valor cobrado por pessoa, foi de fato, o que os moradores locais disseram que era o preço. Ou seja, desconto nenhum para ninguém. Ficou R$ 160,00 ao todo R$40 por pessoa para visitar as Sacas de Lã e o Lajedo de Pai Matheus, no mesmo dia. Já ouvi depoimentos de pessoas que pagaram R$ 30 e outras que pagaram R$ 80, dependendo da época do ano.



O guia foi conosco no carro. saímos quatro carros com as famílias. Mesmo de carro, era um pouco distante para chegar nas Sacas de Lã. Ao chegarmos no ponto final para os carros, ainda fizemos uma boa caminhada. É possível escalar as sacas de lã por trás, mas quando o grupo está com crianças, o guia não sobe com o grupo, nem permite que as pessoas subam sozinhas, por segurança.


Sacas de lã

Nas Sacas de Lã foram gravadas cenas de 7 filmes nacionais: Cinema, Aspirinas e Urubus; Canta Maria, Romance, Tempo de Ira, Por trás do céu e a primeira cena da minissérie Onde Nascem os Fortes. E você? Se animou pra conhecer esse cenário literalmente de cinema? 

Postagens mais visitadas