Nossa experiência na Big Tower do Beto Carrero, maior parque da América Latina
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sábado, 16 de outubro de 2021
Turistei por Penha (Santa Catarina) - Show Acqua no Beto Carrero world
O show Acqua do Beto Carrero é uma aventura marítima em forma de espetáculo de luz e movimento, apresentando diversos personagens oceânicos com lindos números de acrobacias, malabarismos e dança.
Turistei por Penha (Santa Catarina) - Montanha Russa Invertida Fire Whip - Beto Carrero
Montanha Russa Fire Whip
Oi gente! Essa foi a nossa experiência na montanha russa invertida Fire Whip no Parque Beto Carrero world em Penha (Santa Catarina). São cinco giros invertidos com uma velocidade de 80 km/h.
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quarta-feira, 29 de abril de 2020
Turistei por Guarabira (PB) - Memorial Frei Damião - Trip #34
Oi gente! Em nossa passagem por Guarabira em outubro de 2018, fomos conhecer o Memorial Frei Damião. Na entrada da cidade, já conseguíamos ver no alto da Serra da Jurema, a estátua de Frei Damião (ela é tão grande que quase não dá pra me ver na foto! 😂).
Em 2017 tive a oportunidade de conhecer a estátua de Frei Damião em Souza que contamos NESSA POSTAGEM AQUI, com cerca de 6 metros de altura. Mas esta em Guarabira é imensa! É a terceira maior estátua do Brasil (34 metros de altura), perdendo só para o Auto de Santa Rita de Cássia em Santa Cruz - RN (56 metros) e o o Cristo Redentor - RJ (38 metros). Não somos muito fãs do turismo religioso, mas vale a pena conhecer um pouco da história do lugar.
Eu em frente a imensa estátua de Frei Damião
Frei Damião
O frade capuchinho Pio Giannotti, no Brasil, conhecido como Frei Damião de Bozzano, foi um missionário do Nordeste brasileiro. Na cidade de Guarabira ele foi homenageado com um projeto arquitetônico de um Memorial Santuário e imortalizado em uma estátua de concreto de 750 toneladas e 32 metros de altura, observando de longe toda a região do agreste paraibano.
Pela cidade, Frei Damião dá nome a muitos estabelecimentos. São padarias, supermercados, lanchonetes, fábrica de cerâmicas, posto de gasolina que possui na frente uma mini réplica da estátua do Frei, além de encontramos produtos que levam na marca o nome dele, como doces, biscoitos e velas. Todos apostam com fé na popularidade do santo para as vendas.
Acesso
Guarabira está localizada a 98 quilômetros da capital João Pessoa. Chegando na cidade, o santuário está situado na localidade de Mata Limpa, na Serra da Jurema, a 350 metros do nível do mar. Os dois acessos ao Santuário são pavimentados e iluminados. Do alto, pode-se ver toda a cidade de Guarabira.
O que encontrar lá
Além do Monumento de Frei Damião, o Memorial possui ainda um museu, que foi montado com a consultoria da Fundação Joaquim Nabuco, casa de ex-votos, praça de celebração, capela e Via Sacra.
Via Sacra
A Via Sacra se encontra no caminho até o Memorial, onde encontramos 15 estações que remontam a Paixão de Cristo. São estátuas em tamanho natural que reproduzem cenas com todas as estações da Via Crucis, feitas por artesões locais, além do Cruzeiro, que foi erguido bem antes do Memorial, na década dos anos 1960. Na metade do caminho, está localizado o Cruzeiro, uma obra de arte em cerâmica, construída em 1966 pelo artista Francisco Brennand. Nela vemos a imagem de cristo crucificado pintado sobre azulejos.
Via Crucis
Museu
O museu do Santuário de Frei Damião além de objetos pessoais, fotografias e artigos religiosos dispõe ainda de várias estátuas em tamanho natural, as quais reproduzem aspectos da vida do Santo das Missões.
Sala de Ex Votos
As demonstrações de fé estão por todas as partes no local. Uma sala de Ex-votos reúne diversos objetos deixados pelos fiéis em agradecimento por alguma graça alcançada. Fotos, objetos pessoais, fitas, pés e mãos talhados em madeira, réplicas de casas e bonecos são deixados em gratidão a Frei Damião, considerado popularmente como “apóstolo do Nordeste”.
Capela
Comércio local
O lugar além de proporcionar aos visitantes momentos de paz e espiritualidade, também serve como geração de renda para muitas famílias, que negociam na feirinha que funciona todos os domingos. O comércio no local, tem uma grande variedade de opções para o visitante. É possível encontrar frutas frescas produzida por moradores da serra, como também lanchonetes, restaurantes e barracas de lanches, opções para todos os gostos e paladares. É possível também encontrar diversos artigos religiosos como imagens de santos, chaveiros, canecas, canetas e camisas com a foto de Frei Damião, que servem como lembranças da visita ao local, mas também tem brinquedos, bijuterias, bonés, sandálias, roupas e uma diversidade de artigos para levar para casa como recordação da visita.
História
O santuário foi projetado pelo escultor e artista plástico pernambucano Alexandre Azedo Lacerda e o Memorial Frei Damião, de autoria do Arquiteto paraibano Gilberto Guedes. A construção da obra começou a ser erguida em 27 de março de 2000, no ponto mais alto da região, sendo possível ser vista em um raio de muitos quilômetros de distância.
O Santuário foi arquitetado pela Diocese de Guarabira e também foram muito importantes para a sua construção, a então prefeita de Guarabira (2000) Léa Toscano, e seu marido o deputado estadual Zenóbio Toscano. O local foi transformado em santuário através de um decreto emitido pelo então administrador apostólico Dom Jaime Vieira Rocha em 2007 tendo como primeiro reitor o padre Gaspar Rafael Nunes. As primeiras visitas ao Memorial aconteceram ainda durante sua construção. Aos domingos era comum, entre a população local e de cidades vizinhas, familiares e amigos se reunirem para subir a serra e acompanhar de perto como prosseguia a construção do Santuário
Cruzeiro feito por Francisco Brennand
Em 2002, a estátua recebeu a benção em uma missa celebrada no dia 7 de julho, pelo Monsenhor José Nicodemos. Na ocasião, cerca de 30 mil pessoas acompanharam o ato, que teve início na Catedral de Nossa Senhora da Luz, e em seguida subiram a Serra da Jurema, desse dia em diante as romarias não pararam mais, sendo inaugurado em 2004 com mais de 50 mil fiéis. No dia de sua inauguração, foi assinado um comodato entre a Prefeitura e a Diocese de Guarabira, onde todo o trabalho administrativo do Memorial seria entregue à Igreja de Guarabira, pelo período de 49 anos.
Sala de Ex votos
Por decreto da lavra do Administrador Apostólico da Diocese de Guarabira, Dom Jaime Vieira Rocha, o Memorial de Frei Damião, no final de 2007, foi elevado à categoria de Santuário Diocesano. Com a medida lá podem ser realizados casamentos e batizados. Em 29 de abril de 2013, Dom Lucena, bispo de Guarabira entregou o Santuário de Frei Damião aos cuidados da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, da qual o Servo de Deus Frei Damião fazia parte. Nomeando reitor o Frei José Walden de Oliveira. Após uma breve passagem da Fraternidade Capuchinha em Guarabira, a administração voltou ao clero secular da Diocese de Guarabira, tendo como atual reitor, o Padre José Renato Ferreira de Oliveira.
Atualmente
Em maio de 2019, ocorreu a 32ª Romaria de Frei Damião, em Guarabira, o cortejo saiu da Catedral, que fica no centro da cidade, e percorreu uma distância de 5 quilômetros até o Memorial. Na ocasião, cerca de 20 mil devotos participaram. Anualmente recebe cerca de 60 mil fiéis em peregrinação.
Todos os domingos o memorial abre às 5h da manhã para receber os romeiros que vêm de diversas partes do Brasil e do mundo. É possível encontrar no largo da matriz vários ônibus estacionados, vindos de cidades e estados vizinhos, como Rio Grande do Norte e Pernambuco, eles trazem romeiros que acompanham a missa dominical, celebrada na Catedral de Nossa Senhora da Luz, e depois seguem até ao Memorial para visitar o local e acompanhar uma das três missas que são realizadas na capela, pelo padre José André, reitor do Santuário.
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segunda-feira, 2 de setembro de 2019
Turistei por Bananeiras (PB) - Cachoeira do Roncador - Trip #33
Oi gente! A Paraíba não é só praias e o brejo paraibano oferece muitas opções de passeios e trekkings, de um ou mais dias. A cachoeira do Roncador é um deles. Já contamos NESSA POSTAGEM AQUI como foi nossa experiência na Cachoeira do Ouricuri em Pilões. Em um dia apenas, reservamos para ir pela manhã para Ouricuri e à tarde para a Cachoeira do Roncador.
Família na Cachoeira do Roncador
Cachoeira do Roncador
É um lençol d’água que desaba de uma altura de 45 metros, graças a uma depressão formada no curso médio (com mais de 10 pequenas quedas d’água nas pedras) do rio Bananeiras que nasce na mata da UFPB de Bananeiras. A flora nativa em redor da cachoeira mostra uma natureza exuberante, onde permanecem angelins, sucupiras, pau d’arcos, sapucaias e pirauás. O local é adequado para caminhadas ecológicas e a prática de camping selvagem. Tem um restaurante de comida regional bem próximo ao local, exatamente onde fica o estacionamento que dá acesso a Cachoeira. Fica situada exatamente no limite dos Municípios de Bananeiras e Borborema, no Sítio Angelim.
Situada a 13 quilômetros do centro de Bananeiras (PB), a Cachoeira do Roncador (maior cachoeira da Paraíba) já foi motivo de muita polêmica entre os municípios de Pirpirituba, Borborema e Bananeiras quanto a sua localização geográfica. Muita gente acha que a cachoeira pertence ao município de Pirpirituba, pois é através dele que se tem o melhor acesso. Outros imaginam que pertença a Borborema porque é por lá que se tem o outro caminho, um pouco mais complicado principalmente na época das chuvas.
Cachoeira do Roncador em época de cheia
O fato é que à margem esquerda do riacho Bananeiras, para quem vem de Pirpirituba, pertence ao município de Borborema e à margem direita ao município de Bananeiras. Explicando melhor, quando atravessamos aquela pequena ponte antes de chegarmos ao restaurante de dona Lurdes já estamos no município de Bananeiras, sendo assim o lado de dentro do roncador é Bananeiras e do lado de fora antes da ponte é Borborema. Polêmicas a parte, o importante é que a cachoeira é um patrimônio paraibano e sua preservação é dever de todos.
A SUDEMA (Superintendência de Administração do Meio Ambiente) está cuidando para criar uma área de preservação ecológica e com certeza a participação dos três municípios será importante para a implementação de políticas que visem melhorar o acesso e principalmente na promoção de campanhas ambientais visando a preservação para as futuras gerações daquela que com certeza é a maior e mais bela queda d’água da Paraíba.
Fomos de carro, partindo de Pilões. Para chegar, achamos um pouco complicado e erramos o caminhos duas vezes pelo GPS. Chegava em um ponto em que o acesso era apenas caminhando, mas faltavam muitos quilômetros. Como estávamos com crianças, preferimos entrar por outra estrada que o GPS indicou, onde caminharíamos menos. Oficialmente o acesso é feito por Bananeiras, mas o mais prático é pegar um ônibus na rodoviária de João Pessoa para Pirpirituba, ou ir de carro mesmo. Descendo em Pirpirituba, a entrada é próxima à Igreja. No fim da rua tem uma estrada de barro de 10 quilômetros até um restaurante, de onde sai a curta trilha para o Roncador. No caminho existem algumas casas esporádicas, mangueiras e bananeiras.
Para quem quiser acampar, existe uma trilha à direita no topo da cachoeira onde é possível acampar na propriedade do Seu Zé. Se o rio estiver cheio, bons banhos podem ser tomados perto do camping. Próximo da propriedade do Seu Zé, tem o sítio do Seu Domingos, que também pode dar informações sobre as trilhas. Para chegar ao sítio de Seu Domingos, também possível ir pela trilha à esquerda do Roncador, pelo leito do rio. O caminho é somente por pedras, muito cuidado. Do alto é possível ter uma visão privilegiada do vale embaixo. Ótimo para contemplar.
Infelizmente, para quem vai a uma cachoeira, o que se espera é tomar um bom banho em uma queda d´água, mas como já esperávamos, não tinha água na cachoeira suficiente. Fomos em novembro e os meses mais indicados são de maio a julho. Era um risco que corríamos, viajamos sabendo disso e foi a primeira vez que não deu muito certo um trip nossa. As crianças ainda conseguiram tomar um banho rápido com outras crianças que estavam brincando numa pequena lagoa formada da tímida queda d´água. Tinham alguns despachos de macumba (rs) e muitas abelhas no lugar. Além disso, chegamos já no final da tarde, tínhamos que caminhar e viajar de volta pra João Pessoa. Já estávamos meio cansados do banho na Cachoeira do Ouricuri de manhã, do forte sol e das caminhadas pelas trilhas das duas cachoeiras. Pelo menos, conhecemos o lugar e em outra oportunidade voltaremos na época certa para curtir ao máximo a Cachoeira do Roncador.
Informações complementares
https://www.mochileiros.com/topic/997-cachoeira-do-roncador/
sexta-feira, 2 de agosto de 2019
Turistei por Pilões (PB) - Cachoeira do Ouricuri - Trip #32
Oi gente!
Em 2018 nós chegamos a conclusão de que nosso plano de vida é desbravar o mundo. Não só em termos de outros países, mas do nosso próprio lugar. Qualquer lugar interessante com beleza natural e história pra contar. Assim, acordamos um dia e decidimos ir conhecer as cachoeiras do Ouricuri na cidade de Pilões (PB) e a Cachoeira do Roncador na cidade de Bananeiras (PB). De João Pessoa para Pilões são 127 quilômetros. E de Pilões para Bananeiras 33 quilômetros (assunto para outro post). Fomos bem cedo pra tentar ir em uma cachoeira de manhã e outra à tarde.
Cachoeira do Ouricuri
Cachoeira do Ouricuri - Pilões (PB)
Viajamos sabendo que a Cachoeira do Ouricuri tinha água o ano inteiro, porém com volume mais baixo no mês que fomos: novembro. O melhor período para visitação é quando está bem cheia: de maio à julho. O volume de água fica baixo entre agosto e abril.
Associação Amigos da Cachoeira do Ouricuri
Desde julho de 2018, uma associação cobra uma taxa simbólica de R$ 2 por pessoa para a visitação da cachoeira. A Associação Amigos da Cachoeira de Ouricuri (AACO) é uma associação turística, criada para promover a preservação e manutenção da trilha, deixando-a mais atrativa, limpa e segura, além de promover o turismo rural, garantindo emprego e rendo extra para a comunidade. Esta ação, é fruto de uma parceria da comunidade com a Prefeitura Municipal de Pilões, através do Departamento de Cultura e Turismo e Secretaria de Desenvolvimento Social.
Nós achávamos que íamos comer na pequenina casa de Maria, mas sua filha nos levou para o bar dela, próximo ao estacionamento, com um espaço bem agradável, onde ela vendia refrigerantes e picolés de sobremesa. A comida caseira estava deliciosa, com feijão, arroz, macarrão, carne, galinha, salada e purê de batatas. Conversamos um pouco, tomamos banho e trocamos de roupa no banheiro do bar e seguimos caminho para Bananeiras, para a Cachoeira do Roncador.
A cachoeira fica aberta para visitação até às 16h. Acampamento só por agendamento. Informações adicionais sobre a cachoeira você encontra nas redes sociais do município @visitepiloespb e nas redes sociais da Associação @aacoturismo.
Viajamos sabendo que a Cachoeira do Ouricuri tinha água o ano inteiro, porém com volume mais baixo no mês que fomos: novembro. O melhor período para visitação é quando está bem cheia: de maio à julho. O volume de água fica baixo entre agosto e abril.
Na trilha para a Cachoeira
Pilões está incluída no Roteiro Cultural Caminhos do Frio. Sua paisagem serrana e seu clima agradável, durante boa parte do ano, são um convite aos turistas que gostam de um bom ambiente natural. Cortada por vários rios e belas cachoeiras (cachoeiras do Poço Escuro, do Ouricuri, da Manga), tem seu território pontilhado de montanhas eternamente verdes e vales estreitos e profundos onde várias trilhas ecológicas são exploradas por aventureiros de todo o Brasil.
A Cachoeira é localizada no Sítio Ouricuri e fica dentro de uma floresta, resquício da exuberante Mata Atlântica no município. A estrada até a cachoeira é bem sinalizada. São cinco quilômetros do centro da cidade até a cachoeira. As belas cascatas completam a obra esculpida pela natureza nesta região. A água do Rio Araçagi corre por entre árvores e rochedos, formando um conjunto de corredeiras de beleza incontestáveis
A força das águas produz outro atrativo interessante: as fendas nas rochas do leito do rio, por onde podemos mergulhar em um local e sairmos em outro. Você não pode perder a oportunidade de conhecer e tomar esse belo banho refrescante. A Cachoeira de Ouricuri é o ponto turístico mais visitado do município, recebendo todos os finais de semana até mil visitantes, em feriados esse número triplica. Nesse sentindo, o número de turistas vem crescendo cada vez mais e a consequência é o lixo deixado no percurso da trilha e no local do banho.
Associação Amigos da Cachoeira do Ouricuri
Desde julho de 2018, uma associação cobra uma taxa simbólica de R$ 2 por pessoa para a visitação da cachoeira. A Associação Amigos da Cachoeira de Ouricuri (AACO) é uma associação turística, criada para promover a preservação e manutenção da trilha, deixando-a mais atrativa, limpa e segura, além de promover o turismo rural, garantindo emprego e rendo extra para a comunidade. Esta ação, é fruto de uma parceria da comunidade com a Prefeitura Municipal de Pilões, através do Departamento de Cultura e Turismo e Secretaria de Desenvolvimento Social.
Chegando em um determinado ponto da estrada, algumas pessoas da associação interrompem a passagem de carros e, a partir dali, só entram os pagantes. Houve muitos casos de bêbados e uso de drogas na cachoeira, além do lixo deixado pelos usuários mas, com o controle da associação, eles esperam que o ambiente fique melhor para os banhistas. Um senhor pediu para estacionarmos no estacionamento, que se resumia a um descampado de chão de terra e algumas árvores. Cobrou uma taxa de estacionamento e nos orientou sobre a trilha até a cachoeira.
Perguntamos se havia algum lugar para comer na hora do almoço e ele indicou ir na casa de uma senhora chamada Maria ali perto. Encomendamos o almoço para 13h quando retornássemos do banho e seguimos caminhando mais um dois quilômetros de trilha. Como esperávamos, não tinha tanta água na cachoeira, mas o banho estava maravilhoso, principalmente porque estávamos com crianças. Estava raso e dava pra subir nas pedras dentro d´água.
Havia algumas famílias e casais, cada um em sua rocha, com o piquenique montado. Teve gente que levou rede e tinha recém-nascido dormindo tranquilamente. Alguém levou um som pequeno, mas o volume não incomodava e uma família levou até churrasqueira. Uma senhora muito gentil, compartilhava as suas frutas com as crianças que estavam por perto. Mas disseram que lá não é sempre calmo assim, geralmente fica lotado. Aproveitamos ao máximo o banho em família (a água no começo é bem gelada mas depois você se acostuma) e voltamos para a casa de Maria para almoçar.
Nós achávamos que íamos comer na pequenina casa de Maria, mas sua filha nos levou para o bar dela, próximo ao estacionamento, com um espaço bem agradável, onde ela vendia refrigerantes e picolés de sobremesa. A comida caseira estava deliciosa, com feijão, arroz, macarrão, carne, galinha, salada e purê de batatas. Conversamos um pouco, tomamos banho e trocamos de roupa no banheiro do bar e seguimos caminho para Bananeiras, para a Cachoeira do Roncador.
A cachoeira fica aberta para visitação até às 16h. Acampamento só por agendamento. Informações adicionais sobre a cachoeira você encontra nas redes sociais do município @visitepiloespb e nas redes sociais da Associação @aacoturismo.
terça-feira, 2 de julho de 2019
Turistei por João Pessoa (PB) - Jardim Botânico Benjamin Maranhão - Trip #30
Oi gente! Em 2017 fomos conhecer o Jardim Botânico Benjamin Maranhão, mais conhecido como Mata do Buraquinho, em João Pessoa (PB). Os jardins botânicos são instituições que mantêm coleções documentadas de plantas vivas, com o objetivo de fomentar a conservação, a exibição e a pesquisa científica, além de promover programas de educação ambiental e o lazer contemplativo.
Visitação e Agendamento
O Jardim Botânico Benjamin Maranhão (JBBM) possui uma dos maiores áreas remanescentes de Mata Atlântica natural dentro do espaço urbano no Brasil
Entrada: Gratuita
Endereço: Av. Dom Pedro II, s/n – Mata do Buraquinho – Torre
Agendamento e horários de trilhas pelo telefone: (83) 3218 7880./ 3218 7881
Administração: de segunda à sexta das 8h às 12h e das 13h30 às 16h30.
Visitação: de terça à sábado das 8h às 16h30.
Os portões sendo fechados às 15h30.
Os portões sendo fechados às 15h30.
O que encontrar lá
O Jardim Botânico é um importante patrimônio histórico da capital paraibana e oferece opções de lazer para todas as idades. Esta área singular de um fragmento da Mata Atlântica, encravada no centro urbano de João Pessoa, possui uma grande variedade de fauna. São animais como preguiças, serpentes, primatas, jacarés, tartarugas, jabutis, cachorros do mato (raposas), tejú, preá, cutia, pássaros (pica-pau, sabiá, anum-preto, jacu), tamanduá-mirim, borboletas, além dos insetos que compõem a biodiversidade.
Também possui uma riquíssima flora com mais de 513 tipos de plantas. Podemos encontrar árvores de lei como: Beriba (arvore utilizada na fabricação do berimbau), ipê, maçaranduba, cajazeira, copiúba (que serve de alimento para os saguis) , pau brasil, sucupira (arvore bastante resistente muito utilizada em portas de igrejas de João Pessoa, medicinalmente conhecida por sua ação anti-inflamatória e com estudos recentes para o combate ao câncer de pele), bromélias, orquídeas, entre tantas outras.
Localizado na entrada da Unidade de Conservação, existe um mini museu com sementes em exposição, animais empalhados e uma belíssima maquete do estado da Paraíba, com seu relevo e hidrografia em 3D bastante didático, além de um auditório utilizado para reuniões, palestras ambientais e eventos do gênero. Existe ainda o Batalhão da Polícia Ambiental, que ajuda na fiscalização e é responsável pela segurança do local, além do herbário, cuja unidade encontra-se na UFPB.
Outra atividade muito interessante são as trilhas, abertas â população e às escolas. Para realizá-las. é necessário apenas entrar em contato ou agendar via telefone (83) 32187880, ou e-mail (jardimbotanico.jp@gmail.com), onde receberá a orientação completa. Além das trilhas, o espaço abriga um centro de visitantes com amostras de vegetação, um orquidário e bromeliáceo, além de um extenso gramado, onde as pessoas costumam se reunir para piqueniques e aniversários.
Outra atividade muito interessante são as trilhas, abertas â população e às escolas. Para realizá-las. é necessário apenas entrar em contato ou agendar via telefone (83) 32187880, ou e-mail (jardimbotanico.jp@gmail.com), onde receberá a orientação completa. Além das trilhas, o espaço abriga um centro de visitantes com amostras de vegetação, um orquidário e bromeliáceo, além de um extenso gramado, onde as pessoas costumam se reunir para piqueniques e aniversários.
Trilhas
Com 343 hectares, o Jardim Botânico Benjamim Maranhão é uma unidade de Conservação de Proteção Integral, classificada como Refúgio de Vida Silvestre (RVS). Entre as atrações do local estão suas trilhas. No total, o parque tem cerca de vinte trilhas, mas algumas são usadas apenas para pesquisa, manutenção do espaço e segurança. Para visitação, são seis.
Através das trilhas, o visitante pode vislumbrar espécies animais e vegetais típicas da Mata Atlântica e da Mata do Buraquinho. Para a trilha do Rio, Trilha do Buriti e trilha do Bambuzal, o Jardim Botânico recebe grupos de até 50 pessoas por turno, de manhã e à tarde, cujas visitas têm de ser agendadas. Antes do passeio, o grupo assiste a uma palestra no auditório sobre o jardim botânico e sua importância para a cidade. No verão, o Jardim Botânico promove uma trilha maior, com cerca de 6 km de extensão. Entre as mais conhecidas estão a trilha da ilha, a trilha do abraço e a super trilha. Fizemos a trilha da ilha e a trilha do abraço.
As atividades normalmente duram 1h30, mas o passeio é adaptado ao perfil do público, podendo durar 30 minutos ou se estender por até quatro horas. As trilhas são sempre realizadas durante a semana em dois horários às 9h e às 14h. Na manhã do ultimo sábado de cada mês, acontece a super trilha de três quilômetros de percurso, com turma reduzida. O Jardim Botânico recebe grupos de universidades, escolas, associações e, dependendo do perfil do público, aborda conteúdos mais técnicos.
Trilha do abraço
Até 1856 a unidade de conservação era chamada de Sítio Jaguaricumbe. Naquela época surgiu uma belíssima lenda romântica da Árvore do Abraço localizada em uma das trilhas da mata, numa distância de 555 metros. Um grande fenômeno da natureza ocorreu no encontro entre duas árvores, um dendezeiro que cresceu no meio de uma gameleira, dando a impressão de as árevores estão entrelaçadas. Lá existe um esconderijo de uma aranha caranguejeira, cuja espécie é a segunda maior do mundo. Esse passeio, no dia em que fomos, contou com uma apresentação teatral ao lado das árvores abraçadas sobre a lenda. O passeio gratuito é acompanhado por guias e guardas florestais. Através das trilhas, o visitante pode vislumbrar espécies animais e vegetais típicas da Mata Atlântica e da Mata do Buraquinho. Para a trilha do Rio, Trilha do Buriti e trilha do Bambuzal, o Jardim Botânico recebe grupos de até 50 pessoas por turno, de manhã e à tarde, cujas visitas têm de ser agendadas. Antes do passeio, o grupo assiste a uma palestra no auditório sobre o jardim botânico e sua importância para a cidade. No verão, o Jardim Botânico promove uma trilha maior, com cerca de 6 km de extensão. Entre as mais conhecidas estão a trilha da ilha, a trilha do abraço e a super trilha. Fizemos a trilha da ilha e a trilha do abraço.
As atividades normalmente duram 1h30, mas o passeio é adaptado ao perfil do público, podendo durar 30 minutos ou se estender por até quatro horas. As trilhas são sempre realizadas durante a semana em dois horários às 9h e às 14h. Na manhã do ultimo sábado de cada mês, acontece a super trilha de três quilômetros de percurso, com turma reduzida. O Jardim Botânico recebe grupos de universidades, escolas, associações e, dependendo do perfil do público, aborda conteúdos mais técnicos.
As atividades das trilhas são gratuitas. mas, para o visitante participar é preciso estar de calça comprida e sapatos fechados, além de ser recomendado que se leve uma garrafa d’água. Não é necessário agendar a visitação, salvo no caso de grupos acima de dez pessoas.
História
Em 1907 iniciou-se a canalização das águas pela Companhia Parahyba Water Company da cidade de João Pessoa que posteriormente se tornou CAGEPA (Companhia de Água e Esgoto do Estado). Foram construídos em 1909, sendo cada nascente um poço, cuja arquitetura foi batizada de amazonas (devido a semelhanças de casas na Amazônia), num total de 33 poços em meados dos anos 60 esses poços foram desativados com a substituição do abastecimento de Gramame. Hoje em dia apenas um poço funciona e abastece os bairros da Torre e Castelo Branco.
Em 1856 a Mata do Buraquinho, hoje Jardim Botânico, era chamada de Sítio Jaguaricumbe. Até então, em seu primeiro registro como terra possuída tinha como limites do poente até o Palácio da Redenção, atual sede do Governo do Estado, atingindo os arredores da Lagoa do Parque Solon de Lucena.
Contudo, a área original sofreu grande redução devido a vendas e desapropriações até 1907, quando foi adquirida pelo estado por cinco mil cruzeiros, por ordem do governador Valfredo Leal. O objetivo foi iniciar os estudos de canalização d'água feitos pela futura CAGEPA.
O serviço de abastecimento d’água da cidade foi inaugurado em 1912 com caldeiras alimentadas pela lenha oriunda Mata do Buraquinho. Em 1939, devido à necessidade de ampliação do fornecimento d'água, foi adquirida e anexada à área a Propriedade Paredes, localizada na margem direita do Rio Jaguaribe, e em 1940 foi inaugurada a Barragem do Buraquinho. A área original ficou reduzida em cerca de 50%, devido à implantação do projeto de saneamento e abastecimento e a abertura de avenidas e estradas.
Em 1951 foi executado o Acordo Florestal da Paraíba entre o Serviço Florestal e o Governo da Paraíba, no qual estava prevista a criação de um jardim botânico, cujo objetivo principal era a produção de mudas e essências florestais. A inauguração ocorreu apenas em 1953. Em 1957, o Estado doou à União 166 hectares da área da Mata do Buraquinho para a implantação de um horto florestal.
Na década dos anos 1970, parte dos 565 hectares que formavam a Mata do Buraquinho foi desmembrada para a construção do Campus I da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Em 1989, através do Decreto Federal nº 98.181, os 515 hectares restantes foram declarados área de preservação permanente, ficando sob a responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Todavia, 305 hectares, permaneceram sob a jurisdição da CAGEPA..
Em 1996, o IBAMA apresentou mais uma proposta para transformação da Mata do Buraquinho em Jardim Botânico, com o objetivo de preservação da área e garantia do seu estudo. Em 2000, o Governo da Paraíba, assumiu a responsabilidade de criação e implantação do Jardim Botânico de João Pessoa. Assim, em 28 de agosto de 2000, foi assinado pelo Governo Estadual o decreto nº 21.264 de criação efetiva do Jardim Botânico, abrangendo uma área total de 515 hectares, sendo a maior floresta semi-equatorial nativa plana densamente cercada por área urbana do mundo.
Desde a criação do jardim botânico tem havido as invasões às margens da reserva, onde podem ser constatados casos de subtração de território de preservação, assim como desmatamento (como na Favela Paulo Afonso), além da criação de comércios clandestinos como uma sucata no bairro de Jaguaribe. Já o Rio Jaguaribe, que deságua no Oceano Atlântico, atravessa a reserva e corta 23 bairros da capital paraibana e atualmente sofre com a poluição urbana.
Informações complementares:
https://juntosabordo.com.br/joao-pessoa-um-jardim-a-ceu-aberto/
http://matatlanticapb.blogspot.com/2014/10/a-mata-atlantica-e-aqui-visite-mata-do.html
https://www.jornaldaparaiba.com.br/vida_urbana/jardim-botanico-em-joao-pessoa-e-reaberto-para-visitacao-nesta-terca.html
https://www.feriasbrasil.com.br/pb/joaopessoa/jardimbotanicobenjamimmaranhao.cfm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jardim_Bot%C3%A2nico_Benjamim_Maranh%C3%A3o
https://juntosabordo.com.br/joao-pessoa-um-jardim-a-ceu-aberto/
http://matatlanticapb.blogspot.com/2014/10/a-mata-atlantica-e-aqui-visite-mata-do.html
https://www.jornaldaparaiba.com.br/vida_urbana/jardim-botanico-em-joao-pessoa-e-reaberto-para-visitacao-nesta-terca.html
https://www.feriasbrasil.com.br/pb/joaopessoa/jardimbotanicobenjamimmaranhao.cfm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jardim_Bot%C3%A2nico_Benjamim_Maranh%C3%A3o
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quarta-feira, 15 de maio de 2019
Turistei por Recife (PE) - Museu e Oficina de Cerâmica Francisco Brennand - Trip #27
Oi gente!
Já contamos sobre nossa experiência em Recife (PE) no Castelo de Brennand NESSE POST AQUI. Esse é um passeio que pode ser combinado com outros no mesmo dia como a Fundação Gilberto Freyre, o bairro Poço de Panela (com seus casarões junto ao Rio Capibaribe) e a Oficina Francisco brennand, o primo do colecionador Ricardo Brennand, do Instituto Ricardo Brennand. Nesse post falaremos sobre nossa visita ao Museu e Oficina de Cerâmica de Francisco Brennand.
Accademia
Francisco Brennand
Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand nasceu a 11 de junho de 1927 na cidade do Recife (PE) e faleceu em 19 de dezembro de 2019. Cresceu sempre em contato com a arte, interessado em desenho e literatura. Foi colega de outro célebre artista nordestino, Ariano Suassuna, com quem editava um jornal literário nas épocas do colégio. A grande paixão da juventude de Francisco eram as pinturas a óleo, mas depois de visitar uma exposição de cerâmicas de Picasso na França, em 1948, sua vocação artística mudou completamente.
A grande influência para suas obras veio de sua passagem por Barcelona, quando conheceu o trabalho de Gaudí, com suas formas sinuosas e impressionantes. Quando retornou ao Brasil, já era completamente apaixonado pela cerâmica e fez do trabalho com o material a sua vida.
Em novembro de 1971, o artista começou a reconstruir a Olaria São João, uma antiga fábrica de tijolos e telhas fundada pelo seu pai em 1917, instalada nas terras do Engenho Santos Cosme e Damião, no bairro da Várzea em Recife. Deu início então, a um misto de museu, santuário e ateliê, um projeto colossal de esculturas e cerâmicas para povoar os espaços internos e externos do ambiente. Hoje, após décadas de trabalho intenso e obsessivo, nos confrontamos com o complexo do visionário e maior ceramista brasileiro. Cercada por remanescentes da Mata Atlântica, a Cerâmica São João é fonte inspiradora da história do artista pernambucano.
O complexo do museu-ateliê tem uma área externa – com jardins, e uma área interna – que funciona nos antigos galpões da Cerâmica São João. O artista, cria um universo particular repleto de templos, pinturas, painéis de azulejos e esculturas, além de jardins projetos por Burle Marx. A visita pode terminar no showroom do artista, que aceita encomendas de azulejos, ou na boa lanchonete. Prepare-se para penetrar num laboratório repleto de criaturas míticas e formas delirantes que transpiram erotismo. Em alguns momentos você não vai saber se está num museu ou no parque de diversões particular do artista. É isso (e não exatamente a estética) que faz de Brennand o Gaudí pernambucano.
A Oficina Brennand
A oficina reúne mais de duas mil obras do ceramista. Funcionários de Brennand confeccionam peças de cerâmica com toque do artista e algumas peças são vendidas na lojinha dentro do complexo. O espaço impressiona pela grandeza e originalidade das peças de diferentes tamanhos e cores. As formas inusitadas despertam curiosidade, intrigam e perturbam. Cada espaço dentro da Oficina Brennand tem uma característica própria. O mundo que Francisco criou é um universo de sonhos, paralelo ao nosso mundo, que não é fácil de entender, nem de visitar.
A originalidade de Francisco Brennand é incontestável. O artista sabe como ninguém imprimir seu estilo nas obras. Um componente rústico, misterioso, com um forte referência à sexualidade e sincretismo religioso. O canto gregoriano ao fundo nos acalma e nos coloca num estado reflexivo, quase místico. A Oficina Brennand parece um templo, santuário, ao mesmo tempo que é mundano e provocativo. Francisco Brennand é único.
Salão das Esculturas
Funcionando num antigo galpão da Cerâmica São João, o salão é repleto de esculturas, vasos e painéis de autoria de Francisco. É uma exposição permanente e dá pra ter uma ideia da versatilidade do artista. O curioso é que as peças, embora sejam tão diferentes, carregam aquela unidade que faz a gente identificar cada peça de Brennand.
Anfiteatro
Ao lado do salão, fica o Anfiteatro, com piso em forma de mandala. Um ambiente que é pura simetria. Parece um pouco com uma sala de banhos romana, com um espelho d’água central. Ao mesmo tempo, lembra um templo religioso, com seu enorme vitral dando cores únicas ao ambiente.
Ali ao lado, ainda ficam duas salas super escuras – que aparentemente eram fornos da velha cerâmica. Esses ambientes me perturbaram muito. O cheiro, a penumbra, a curiosidade pra conseguir enxergar o que tem ali dentro, a música. Tudo deixa uma atmosfera assustadora e provocante.
Templo Central
Fica bem ao lado do Salão das Esculturas. Mais uma vez a presença de componentes místicos, que lembram templos religiosos, misturados à várias obras com conotação sexual. É meu espaço favorito da Oficina Brennand.
Praça Burle Marx
Atrás do Templo Central fica um lindo jardim, projetado pelo paisagista Burle Marx e decorado com as esculturas de Brennand. O ambiente é puro contraste com o resto da oficina: são cores vivas, ambientes amplos, até um cisne selvagem negro que vivem soltos por lá. Um respiro de vida pura e simples, depois de tantos mistérios da mente criativa de Brennand.
Accademia
A visita continua nas construções mais distantes do galpão principal. É preciso dar a volta na Praça Burle Marx para chegar na Accademia, uma espécie de galeria onde ficam expostos cerca de 300 desenhos e pinturas de Francisco Brennand.
Cine Teatro e Templo do Sacrifício
Ao lado da Accademia, fica o Cine Teatro Deborah Brennand, nomeado em homenagem à esposa do artista. É um espaço para palestras e projeções, com algumas poucas obras expostas no hall de recepção. Por último, caminhando em direção à saída, fica o Templo do Sacrifício, um conjunto de mais algumas esculturas de Brennand, em ‘homenagem às culturas assassinadas’. O caminho da saída nos leva de volta ao café, onde podemos terminar a visita com um lanche ou almoço e uma bela vista dos jardins.
A visita pode terminar no showroom do artista, que aceita encomendas de azulejos. A obra de Francisco Brennand também pode ser admirada no Parque de Esculturas do Marco Zero, no Recife Antigo. Ali você vai ver Brennand fazendo parte da paisagem da cidade. Mas para viajar pelo seu universo criativo, só mesmo indo até a Várzea.
Entrada e Funcionamento
Terça a domingo, das 10h às 18h
Fechamento da bilheteria: 17h
Fechado às segundas-feiras
Endereço: Acesso pela Av. Caxangá, 20 km - Várzea
Telefone: (81) 3271-2466
Os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada), preços pesquisados em março de 2018.
O melhor jeito de fazer esse passeio é de carro ou de uber.
quinta-feira, 2 de maio de 2019
Turistei por Recife (PE) - Castelo de Brennand (Instituto Ricardo Brennand) - Trip #26
Oi gente!
Há muito tempo queríamos conhecer o Castelo de Brennand em Recife (PE) e em julho de 2018, tiramos um dia para conhecer, em família, o Castelo de Brennand (de Ricardo Brennand) e a Oficina de Brennand (de Francisco Brennand). São lugares diferentes separados pelo rio Capibaribe. Cada lugar deste pertence a um dos primos Brennand. À tarde fomos para o Castelo e de manhã para a oficina (assunto para um próximo post).
Logo na entrada, o visitante se encanta com uma avenida inteira de palmeiras imperiais.
Restaurante Castelus
Chegamos cedo no Castelo e decidimos fazer um almoço especial no Restaurante Castelus. O restaurante funciona de 12h às 17h e possui uma culinária regional gourmet, comandada pela chef Marie França. Os preços lá são bem caros. O lugar é sofisticado e temático, os garçons muitos atenciosos e havia um pianista fazer a trilha sonora ambiente.
Eu e Thiago pedimos um camarão ao molho de manga e maracujá com creme de jerimum, chips de batata doce e arroz de coentro. As crianças ficaram na carne de sol com batata frita. A sobremesa de júlia, um tipo de sorvete, veio servido dentro da própria casca do coco e Uirá pediu um pudim.



Funcionamento


O Instituto Ricardo Brennand é uma instituição cultural brasileira, funciona de terça a domingo das 13h às 17h com a última entrada às 16h30. Os espaços expositivos fecham pontualmente às 17h30. As visitas podem ser agendadas pelo site https://www.institutoricardobrennand.org.br/ e os ingressos podem ser comprados antecipadamente on line. Para os amantes das artes, é um lugar imperdível. É um dos melhores museus da América Latina com grande acervo de obras de arte.
Localizado nas antigas terras do Engenho São João, no bairro da Várzea, em Recife, ocupa uma área de mais de 77 mil metros quadrados, cercada por uma reserva de mata atlântica preservada.
Endereço: Alameda Antônio Brennand, S/N, Várzea. Próximo ao Campus da UFPE.
Ingressos:
R$ 32 : Inteira
R$ 16 : Estudantes, pessoas com deficiência, professores e idosos com mais de 60 anos
R$ 10 : Instituições particulares agendadas e confirmadas
Entrada gratuita: crianças até 7 anos, guias de turismo e taxistas mediante documentos comprobatórios.
Pagamento com cartão de crédito: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Fechado nas segundas feiras
Entrada gratuita nas últimas terças-feiras de cada mês (com exceção dos meses de janeiro, julho e dezembro)
A coleção começou quando Ricardo Brennand, ainda pequeno, ganhou do pai um canivete, e não parou mais de colecionar. Ao longo de sua vida, por mais de meio século, ele reuniu, de forma apaixonada, os mais diferentes exemplares de armas brancas, produzidos por exímios artesãos, todos ligados diretamente à história do Ocidente e do Oriente.
Inaugurado em 2002, o instituto salvaguarda um valioso acervo artístico e cultural originário da coleção particular do industrial pernambucano Ricardo Coimbra de Almeida Brennand. Possui uma das mais modernas instalações museológicas do Brasil, abrangendo um complexo de edificações constituído pelo Museu Castelo São João (museu de armas brancas), pinacoteca com auditório, cafeteria, lojas e jardins. Há ainda uma biblioteca e galeria para exposições temporárias e eventos, além de uma capela e um restaurante.
O Museu em estilo medieval foi criado para abrigar a coleção de armas brancas, armaduras e obras de arte de várias procedências e de diferentes épocas que Ricardo Brennand vem reunindo ao longo de sua vida. Tem um acervo em torno de 4000 peças, considerada uma das maiores coleções particulares do mundo.
Neste museu, o visitante encontra um verdadeiro tesouro na arte da cutelaria. São mais de 3 mil peças dentre facas, espadas, adagas, canivetes, estiletes e armaduras. O visitante também encontrará pinturas orientalistas e uma grande variedade de arte decorativa. Destacam-se ainda espadas de caça alemã, espada egípcia cravada em ouro e diamante. Há ainda o conjunto de fuzis pertencentes a D. Pedro I e D. Pedro II.
Também no Castelo encontramos preciosos exemplares de vitrais e mobiliários góticos que se misturam com esculturas clássicas, candelabros, tapetes e pinturas, integrando o complexo cultural do Instituto Ricardo Brennand.
Pinacoteca e Galeria
O lugar tem um salão (pinacoteca) com cerca de 1.200 metros quadrados para exposições de quadros. Existem diversos espaços pra exposição. Os espaços são destinados a receber mostras itinerantes e outros eventos de natureza social. A galeria foi inaugurada em 2011 para integrar o conjunto arquitetônico composto pelo castelo e pinacoteca. No período entre exposições, a galeria apresenta um panorama de artistas pernambucanos como Francisco Brennand, Tereza Costa Rêgo, José Cláudio, Ismael Caldas, Reynaldo Fonseca e Aloísio Magalhães, que fazem parte do acervo de pintura.
Biblioteca José Antônio Gonçalves de Mello
A biblioteca está localizada no prédio da pinacoteca. Especializada em arte, história e arquitetura, a Biblioteca José Antônio Gonçalves de Mello, do Instituto Ricardo Brennand, com cerca de 60 mil itens, detém um enfoque na história colonial brasileira, com destaque para o período referente ao Brasil holandês. Com incursões pela filosofia, antropologia, sociologia, história do açúcar e pelas artes como pintura, escultura, tapeçaria, teatro e dança, o acervo inclui também literatura brasileira e mundial.
Sobre a produção musical brasileira, destacam-se partituras em dois fundos documentais de pernambucanos, o do compositor Euclides de Aquino Fonseca (1854-1929) e o do musicólogo Padre Jaime Cavalcanti Diniz (1924-1989)
Esculturas
A coleção de esculturas dá destaque para as réplicas das principais obras do barroco italiano além do destaque para as peças de mármore branco
Os jardins do Castelo são decorados com belas esculturas em mármore. É fácil se encantar com tantas belezas ao redor do museu.
Jardim das Esculturas
Capela de Nossa Senhora das Neves
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