terça-feira, 2 de julho de 2019

Turistei por João Pessoa (PB) - Jardim Botânico Benjamin Maranhão - Trip #30

Oi gente! Em 2017 fomos conhecer o Jardim Botânico Benjamin Maranhão, mais conhecido como Mata do Buraquinho, em João Pessoa (PB).  Os jardins botânicos são instituições que mantêm coleções documentadas de plantas vivas, com o objetivo de fomentar a conservação, a exibição e a pesquisa científica, além de promover programas de educação ambiental e o lazer contemplativo.



Visitação e Agendamento

O Jardim Botânico Benjamin Maranhão (JBBM) possui uma dos maiores áreas remanescentes de Mata Atlântica natural dentro do espaço urbano no Brasil

Entrada: Gratuita
Endereço: Av. Dom Pedro II, s/n – Mata do Buraquinho – Torre
Agendamento e horários de trilhas pelo telefone: (83) 3218 7880./ 3218 7881
Administração: de segunda à sexta das 8h às 12h e das 13h30 às 16h30.
Visitação: de terça à sábado das 8h às 16h30.
Os portões sendo fechados às 15h30.


O que encontrar lá

O Jardim Botânico é um importante patrimônio histórico da capital paraibana e oferece opções de lazer para todas as idades. Esta área singular de um fragmento da Mata Atlântica, encravada no centro urbano de João Pessoa, possui uma grande variedade de fauna. São animais como preguiças, serpentes, primatas, jacarés, tartarugas, jabutis, cachorros do mato (raposas), tejú, preá, cutia, pássaros (pica-pau, sabiá, anum-preto, jacu), tamanduá-mirim, borboletas, além dos insetos que compõem a biodiversidade.

Também possui uma riquíssima flora com mais de 513 tipos de plantas. Podemos encontrar árvores de lei como: Beriba (arvore utilizada na fabricação do berimbau), ipê, maçaranduba, cajazeira, copiúba (que serve de alimento para os saguis) , pau brasil, sucupira (arvore bastante resistente muito utilizada em portas de igrejas de João Pessoa, medicinalmente conhecida por sua ação anti-inflamatória e com estudos recentes para o combate ao câncer de pele), bromélias, orquídeas, entre tantas outras.


Localizado na entrada da Unidade de Conservação, existe um mini museu com sementes em exposição, animais empalhados e uma belíssima maquete do estado da Paraíba, com seu relevo e hidrografia em 3D bastante didático, além de um auditório utilizado para reuniões, palestras ambientais e eventos do gênero. Existe ainda o Batalhão da Polícia Ambiental, que ajuda na fiscalização e é responsável pela segurança do local, além do herbário, cuja unidade encontra-se na UFPB.

Outra atividade muito interessante são as trilhas, abertas â população e às escolas. Para realizá-las. é necessário apenas entrar em contato ou agendar via telefone (83) 32187880, ou e-mail (jardimbotanico.jp@gmail.com), onde receberá a orientação completa.  Além das trilhas, o espaço abriga um centro de visitantes com amostras de vegetação, um orquidário e bromeliáceo, além de um extenso gramado, onde as pessoas costumam se reunir para piqueniques e aniversários. 



Trilhas

Com 343 hectares, o Jardim Botânico Benjamim Maranhão é uma unidade de Conservação de Proteção Integral, classificada como Refúgio de Vida Silvestre (RVS).  Entre as atrações do local estão suas trilhas. No total, o parque tem cerca de vinte trilhas, mas algumas são usadas apenas para pesquisa, manutenção do espaço e segurança. Para visitação, são seis.

Através das trilhas, o visitante pode vislumbrar espécies animais e vegetais típicas da Mata Atlântica e da Mata do Buraquinho. Para a trilha do Rio, Trilha do Buriti e trilha do Bambuzal, o Jardim Botânico recebe grupos de até 50 pessoas por turno, de manhã e à tarde, cujas visitas têm de ser agendadas. Antes do passeio, o grupo assiste a uma palestra no auditório sobre o jardim botânico e sua importância para a cidade. No verão, o Jardim Botânico promove uma trilha maior, com cerca de 6 km de extensão. Entre as mais conhecidas estão a trilha da ilha, a trilha do abraço e a super trilha.  Fizemos a trilha da ilha e a trilha do abraço.



As atividades normalmente duram 1h30, mas o passeio é adaptado ao perfil do público, podendo durar 30 minutos ou se estender por até quatro horas. As trilhas são sempre realizadas durante a semana em dois horários às 9h e às 14h. Na manhã do ultimo sábado de cada mês, acontece a super trilha de três quilômetros de percurso, com turma reduzida. O Jardim Botânico recebe grupos de universidades, escolas, associações e, dependendo do perfil do público, aborda conteúdos mais técnicos.

Trilha do abraço

Até 1856 a unidade de conservação era chamada de Sítio Jaguaricumbe. Naquela época surgiu uma belíssima lenda romântica da Árvore do Abraço localizada em uma das trilhas da mata, numa distância de 555 metros. Um grande fenômeno da natureza ocorreu no encontro entre duas árvores, um dendezeiro que cresceu  no meio de uma gameleira, dando a impressão de as árevores estão entrelaçadas. Lá existe um esconderijo de uma aranha caranguejeira, cuja espécie é a segunda maior do mundo. Esse passeio, no dia em que fomos, contou com uma apresentação teatral ao lado das árvores abraçadas sobre a lenda. O passeio gratuito é acompanhado por guias e guardas florestais. 

As atividades das trilhas são gratuitas. mas, para o visitante participar é preciso estar de calça comprida e sapatos fechados, além de ser recomendado que se leve uma garrafa d’água. Não é necessário agendar a visitação, salvo no caso de grupos acima de dez pessoas.



História

Em 1907 iniciou-se a canalização das águas pela Companhia Parahyba Water Company da cidade de João Pessoa que posteriormente se tornou CAGEPA (Companhia de Água e Esgoto do Estado). Foram construídos em 1909, sendo cada nascente um poço, cuja arquitetura foi batizada de amazonas (devido a semelhanças de casas na Amazônia), num total de 33 poços em meados dos anos 60 esses poços foram desativados com a substituição do abastecimento de Gramame. Hoje em dia apenas um poço funciona e abastece os bairros da Torre e Castelo Branco.




 Em 1856 a Mata do Buraquinho, hoje Jardim Botânico, era chamada de Sítio Jaguaricumbe. Até então, em seu primeiro registro como terra possuída tinha como limites do poente até o Palácio da Redenção, atual sede do Governo do Estado, atingindo os arredores da Lagoa do Parque Solon de Lucena.


Contudo, a área original sofreu grande redução devido a vendas e desapropriações até 1907, quando foi adquirida pelo estado por cinco mil cruzeiros, por ordem do governador Valfredo Leal. O objetivo foi iniciar os estudos de canalização d'água feitos pela futura CAGEPA.




O serviço de abastecimento d’água da cidade foi inaugurado em 1912 com caldeiras alimentadas pela lenha oriunda Mata do Buraquinho. Em 1939, devido à necessidade de ampliação do fornecimento d'água, foi adquirida e anexada à área a Propriedade Paredes, localizada na margem direita do Rio Jaguaribe, e em 1940 foi inaugurada a Barragem do Buraquinho. A área original ficou reduzida em cerca de 50%, devido à implantação do projeto de saneamento e abastecimento e a abertura de avenidas e estradas.




Em 1951 foi executado o Acordo Florestal da Paraíba entre o Serviço Florestal e o Governo da Paraíba, no qual estava prevista a criação de um jardim botânico, cujo objetivo principal era a produção de mudas e essências florestais. A inauguração ocorreu apenas em 1953. Em 1957, o Estado doou à União 166 hectares da área da Mata do Buraquinho para a implantação de um horto florestal.


Na década dos anos 1970, parte dos 565 hectares que formavam a Mata do Buraquinho foi desmembrada para a construção do Campus I da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Em 1989, através do Decreto Federal nº 98.181, os 515 hectares restantes foram declarados área de preservação permanente, ficando sob a responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Todavia, 305 hectares, permaneceram sob a jurisdição da CAGEPA..



Em 1996, o IBAMA apresentou mais uma proposta para transformação da Mata do Buraquinho em Jardim Botânico, com o objetivo de preservação da área e garantia do seu estudo. Em 2000, o Governo da Paraíba, assumiu a responsabilidade de criação e implantação do Jardim Botânico de João Pessoa. Assim, em 28 de agosto de 2000, foi assinado pelo Governo Estadual o decreto nº 21.264 de criação efetiva do Jardim Botânico, abrangendo uma área total de 515 hectares, sendo a maior floresta semi-equatorial nativa plana densamente cercada por área urbana do mundo.



Desde a criação do jardim botânico tem havido as invasões às margens da reserva, onde podem ser constatados casos de subtração de território de preservação, assim como desmatamento (como na Favela Paulo Afonso), além da criação de comércios clandestinos como uma sucata no bairro de Jaguaribe. Já o Rio Jaguaribe, que deságua no Oceano Atlântico, atravessa a reserva e corta 23 bairros da capital paraibana e atualmente sofre com a poluição urbana.

Informações complementares:

https://juntosabordo.com.br/joao-pessoa-um-jardim-a-ceu-aberto/

http://matatlanticapb.blogspot.com/2014/10/a-mata-atlantica-e-aqui-visite-mata-do.html

https://www.jornaldaparaiba.com.br/vida_urbana/jardim-botanico-em-joao-pessoa-e-reaberto-para-visitacao-nesta-terca.html

https://www.feriasbrasil.com.br/pb/joaopessoa/jardimbotanicobenjamimmaranhao.cfm

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jardim_Bot%C3%A2nico_Benjamim_Maranh%C3%A3o





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